Demissão de Moro é salto de qualidade

Demissão de Moro é salto de qualidade

Não há outra saída senão reforçar o pedido de impeachment.

Israel Dutra 24 abr 2020, 14:55

A queda de Moro é o começo do fim do governo. Os crimes de responsabilidade apontados pelo agora ex-ministro Moro são gravíssimos. A interferência política, a não aceitação da demissão de Mauricio Valeixo, o que desmete a SECOM que diz que Moro assinou, o que foi negado pelo ex-ministro. Falsidade idelógica. Quem colocou o nome do ministro no documento?

Segundo Moro, Bolsonaro queria acesso direto ao relatório da PF. Isso só pode ser para proteger seus filhos, Flávio e agora, Carlos. Crime grave. A verdadeira natureza de um governo autoritário, revelado a luz do dia, com aquele que era seu ministro mais popular.A saída de Moro é um salto de qualidade na crise. O Brasil está derretendo. A linha de morte e giro autoritário representa o fim de linha para um governo incapaz de combater a pandemia no seu momento mais crítico.

Não há outra saída senão reforçar o pedido de impeachment. Bolsonaro não pode seguir mais um minuto na presidência. Seu (des)governo está se desmachando. Impeachment já e fora Bolsonaro.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.