Demissão de Moro é salto de qualidade

Demissão de Moro é salto de qualidade

Não há outra saída senão reforçar o pedido de impeachment.

Israel Dutra 24 abr 2020, 14:55

A queda de Moro é o começo do fim do governo. Os crimes de responsabilidade apontados pelo agora ex-ministro Moro são gravíssimos. A interferência política, a não aceitação da demissão de Mauricio Valeixo, o que desmete a SECOM que diz que Moro assinou, o que foi negado pelo ex-ministro. Falsidade idelógica. Quem colocou o nome do ministro no documento?

Segundo Moro, Bolsonaro queria acesso direto ao relatório da PF. Isso só pode ser para proteger seus filhos, Flávio e agora, Carlos. Crime grave. A verdadeira natureza de um governo autoritário, revelado a luz do dia, com aquele que era seu ministro mais popular.A saída de Moro é um salto de qualidade na crise. O Brasil está derretendo. A linha de morte e giro autoritário representa o fim de linha para um governo incapaz de combater a pandemia no seu momento mais crítico.

Não há outra saída senão reforçar o pedido de impeachment. Bolsonaro não pode seguir mais um minuto na presidência. Seu (des)governo está se desmachando. Impeachment já e fora Bolsonaro.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.