Em defesa do Fundeb permanente!
Escola em Altamira (PA) fotografada em 2012/Evaristo Sa.

Em defesa do Fundeb permanente!

O fim do Fundeb acarretará ainda mais na precarização da Educação Pública.

Thais Coutinho 20 jul 2020, 16:33

Não é surpresa os constantes ataques do governo Bolsonaro à Educação. A votação que inicia hoje no Congresso representa mais um desses ataques. A proposta do governo é que não exista o Fundeb para o próximo ano, o que significaria na prática menos verbas para Educação, fechamento de escolas, falta de verba para pagamento dos educadores e para alguns municípios colapso da Educação Pública. A dependência de cada município em relação ao Fundeb é variável. Os municípios mais pobres são os que mais dependem dele, em alguns casos o fundo é responsável totalmente pelo pagamento dos salários de professores. Já que o Fundeb trabalha com uma lógica redistributiva, são os municípios mais pobres que mais sofrerão com o fim do Fundeb. Só para termos uma dimensão do problema, o Fundeb é responsável por 60% dos recursos que vão para as redes estaduais (que cuidam do Ensino Médio). A inexistência do Fundeb em 2021 gerará um grande problema para a rede estadual ( que já está há 6 anos sem reajuste, nem mesmo o reajuste mínimo previsto em lei!) e diversas redes municipais.

Haverá um grande aumento da desigualdade educacional. O fim do Fundeb acarretará ainda mais na precarização da Educação Publica e por isso, não podemos aceitar mais um ataque do governo Bolsonaro aos filhos e filhas dos trabalhadores!

Vamos acompanhar a Votação na Câmara dos deputados e denunciar os traidores da Educação!

AprovaFundebJá


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.