Sâmia e PSOL querem impedir Bolsonaro de zerar tarifa de importação de armas
Reprodução

Sâmia e PSOL querem impedir Bolsonaro de zerar tarifa de importação de armas

Bancada do PSOL na Câmara protocolou Projeto de Decreto Legislativo na tarde desta quarta-feira.

Equipe Sâmia Bomfim 10 dez 2020, 16:03

Para os deputados, a medida do Governo Bolsonaro contribui com o aumento da violência e inverte prioridades em pleno período de pandemia: “(…) quer tributar livros e zerar a alíquota de importação de revólveres e pistolas. Isso é inaceitável em um Estado Democrático de Direito¨, destaca o documento.

¨Até 2018, atiradores tinham acesso a quantidades diferentes de armas de acordo com seu grau de competição desportiva e experiência, havendo o máximo de 16 armas, 60 mil munições e 12 kg de pólvora. Agora, qualquer atirador, independentemente de seu nível, pode adquirir até 60 armas, até 180 mil munições por ano e até 20kg de pólvora. Os caçadores também tinham limites de compra de 12 armas, 6 mil munições e 2 kg de pólvora. Esses limites foram expandidos para 30 armas, 90 mil munições e 20 kg de pólvora. Além disso, foi incluída a possibilidade de aquisição além desses limites, sob critérios não-definidos”, revela outro trecho do PDL.

Para a líder do partido na Câmara, deputada Sâmia Bomfim (SP), a medida é perigosa sobretudo para as mulheres: ¨Segundo o Atlas da Violência, o número de mortos por armas de fogo no Brasil atingiu no ano passado seu maior patamar na década. Também sabemos que quase metade dos feminicídios no Brasil são praticados com armas de fogo. É nesse contexto que o governo Bolsonaro decide zerar a tarifa de importação de revólveres e pistolas. A medida é absolutamente irresponsável e, nesse momento de pandemia, pode levar o nosso país a uma situação de ainda mais mortes e violência. Por isso, nós do PSOL apresentamos projeto para derrubar mais essa absurda decisão do governo¨.

Artigo originalmente publicado no site da deputada.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.