Vacinas para todos
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Vacinas para todos

O movimento sindical deve realizar uma campanha em massa e exigir das autoridades locais o compromisso da vacinação.

MEOB, MOVER e TLS 8 jan 2021, 17:28

A pandemia não mostra sinais que irá diminuir, ao contrário, contínua um número crescente de contágio e milhares de mortes. Porém, já há inúmeras vacinas, algumas em fase de aprovação. O movimento sindical deve exigir um plano de vacinação e pressionar os patrões, gestores e as autoridades locais e nacional para garantir a imunização de todos.

No Brasil o Coronavírus já infectou 7,8 milhões de pessoas e matou aproximadamente 200 mil pessoas. As autoridades sanitárias chamam atenção da flexibilização (ampliação de atendimento comércio, restaurantes, transporte, etc) que os governos municipais e estaduais estão realizando e pela aglomeração realizada no final do ano. Nos próximos dias podemos ter um colapso no sistema de saúde, e um dos sinais é a situação do estado do Amazonas com o maior média de número de mortes/dia no país.

Na Europa, EUA a situação com a nova cepa, que aumenta o número de contágio tem levado os governos aumentarem as restrições, inclusive com lockdown. No Japão anunciou estado de emergência em Tóquio e na região metropolitana da capital. Nos Estados Unidos tem novo recorde com 3.865 mortes por covid-19 em um dia.

73 vacinas contra o coronavírus estão sendo desenvolvidos no mundo, sendo que seis delas já estão prontas para o uso na população, ainda que outras já são usadas, mesmo sem ter passados por todas as fases. As mais conhecidas são a Moderna, Oxford-AstraZeneca, BioNech-Pfizer, Sputinik V, Sinpharm, Coronavac entre outras.

Os países que já deram início à imunização enfrentam vários tipos de dificuldades, como por exemplo: armazenar as vacinas em temperaturas muitas baixas, falta funcionários para administrar e monitorar o número de pacientes com covid-19, capacidade de produção, e principalmente a garantia de logística para a distribuição. Aqui, o governo Bolsonaro negacionista atuando contra a vacinação, tudo é mais complicado, como a demora na compra de vacinas e insumos e, ainda o atraso dos laboratórios para pedir autorização para ANVISA, diante das exigências técnicas.

A superação dos obstáculos políticos e técnicos será através da nossa pressão como tem realizado alguns prefeitos e governadores. No entanto sabemos que o interesse desses, muitas vezes, não passa de fazer um jogo de cena para tirar o corpo fora. O verdadeiro compromisso com o interesse do povo vem de suas representações genuínas da classe trabalhadora, seus sindicatos, centrais sindicais, associações e partidos da esquerda.

É necessária a realização de uma campanha urgente de conscientização da importância de todos se vacinarem, pois segundo a pesquisa do Instituto Datafolha 22% dos brasileiros não pretendem tomar a vacina. A imunização só será eficaz com adesão da população, pois é necessário que mais de 70% da população esteja vacinada para haver um controle do COVID-19.

O movimento sindical deve realizar uma campanha em massa, com cartazes, notas, outdoors, folders e exigir das autoridades locais o compromisso da vacinação em massa, ainda que respeitando o critério das pessoas idosas, trabalhadores da saúde, trabalhadores da educação e dos serviços essenciais. No entanto, sabe-se que para haver uma imunização eficaz é necessário não deixar ninguém sem vacina e conter a transmissão. Portanto, o Ministério da Saúde, os governadores e prefeitos tem obrigação de garantir vacina para todo cidadão que vive no Brasil


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.