31 de março e o golpismo
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31 de março e o golpismo

Sobre os 57 anos do golpe de 1964 e a crise militar desta semana.

Roberto Robaina 31 mar 2021, 15:58

Hoje é aniversário do golpe militar, comemorado timidamente pelo Exército e com entusiasmo pelo atual governo, que tem a contrarrevolução como aspiração e projeto.

Por isso, é preciso atuar com sabedoria e energia. Tomar as ruas no momento certo é uma das chaves da situação. Pode ser que tenha de ser no contra-ataque, a qualquer momento, diante de alguma investida autoritária. Pode ser que seja para uma ofensiva pelo Fora Bolsonaro diante de um Congresso, que, por sua própria vontade, não colocará para fora o genocida.

Por fim, neste dia, vale também dizer que a crise militar desta semana mostrou mais a fraqueza do que a capacidade de iniciativa do atual governo. A divisão da burguesia mostra que a situação atual está longe de impor ao povo uma derrota histórica como foi 64.

Ao mesmo tempo, é preciso aprender com a história e saber que da burguesia brasileira não podemos esperar mudanças positivas que realmente melhorem a vida do povo.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.