Em 19 de junho, todos às ruas: Fora, Bolsonaro!

Em 19 de junho, todos às ruas: Fora, Bolsonaro!

A melhor reação ao golpismo de Bolsonaro é combatê-lo desde já. É momento de apostar na mobilização de nosso povo pela queda deste governo: impeachment já! Todos às ruas em 19 de junho!

Israel Dutra e Thiago Aguiar 17 jun 2021, 20:42

Depois da vitoriosa jornada do dia 29 de maio, quando meio milhão de manifestantes tomaram as ruas de 200 cidades brasileiras, o movimento social e organizações políticas, sindicais e estudantis convocam a continuidade dessa luta. Neste sábado, 19 de junho, tomaremos as ruas de todo o Brasil num só grito: Fora, Bolsonaro!

O Brasil segue sendo um dos epicentros da pandemia da Covid-19 – ontem (16), o país registrou um terço das mortes diárias pela doença em todo o mundo –, enquanto Bolsonaro continua sua sanha genocida, sabotando medidas de combate à doença e diariamente realizando provocações e ameaças golpistas.

Já mostramos que é possível ir às ruas com os devidos cuidados sanitários. É nossa obrigação ampliar essa luta, deter o golpismo de Bolsonaro e a escalada de mortes pela Covid-19 e pela miséria.

Contra o ajuste de Guedes, a destruição nacional, a inflação e o empobrecimento do povo

Assistimos às mortes e à destruição nacional. Bolsonaro e seus cúmplices atuam como cupins, devorando o patrimônio público construído pelo suor de nossos pais e avós, e atacando nossos direitos conquistados pelas lutas e lágrimas de gerações. O mais novo episódio é a escandalosa privatização da Eletrobrás. Em conluio com suas bancadas parlamentares venais, o governo pretende fatiar e distribuir o butim do sistema elétrico enquanto especialistas anunciam os riscos de apagão nos próximos meses.

Ao contrário do que dizem os apoiadores do governo, a suposta “recuperação” dos índices de crescimento não tem qualquer relação com o mundo real e com a vida do povo: a renda média do brasileiro ficou abaixo dos R$ 1 mil pela primeira vez em 10 anos. O aumento em 20% nas contas de luz e a escalada criminosa de aumentos no preço do gás de cozinha, enquanto a Petrobrás anuncia a ampliação da distribuição de dividendos para seus acionistas, são exemplos da verdadeira guerra de classes em curso no país.

Ao mesmo tempo, o sempre canalha Paulo Guedes não decepciona e agora propõe distribuir sobras de refeições e de restaurantes para os famintos que seu governo multiplica. A CPI da Covid-19 oferece um espetáculo diário do caos assassino promovido pelo governo nos últimos meses. Agora, sabe-se o que era óbvio: muitos lucraram com a venda criminosa de remédios sem efeito para a doença. Cafajestes multiplicam-se à sombra do bolsonarismo, arreganham seus sorrisos e enchem seus bolsos. Até quando?

Ocupar as ruas para deter a sanha golpista de Bolsonaro!

Enquanto meio milhão de brasileiros foram condenados à morte pela Covid-19 e nosso povo segue condenado ao desemprego, ao empobrecimento e à violência, Bolsonaro debocha do país entrando em aviões comerciais para provocar passageiros e reúne o punhado de fascistas que ainda o segue em desfiles de motocicleta.

O desgaste de Bolsonaro amplia-se, mas, em contrapartida, ele responde aumentando sua agressividade e as ameaças de golpe. Até mesmo analistas burgueses agora reconhecem a hipótese golpista de Bolsonaro como um risco real.

Como afirmou Roberto Robaina em artigo recente para a Revista Movimento:

“Se assim for, a hipótese golpista pode se converter mais em uma tentativa de anarquia do que em um plano de controle do poder. Sem resistência, a anarquia bolsonarista vira alternativa. Se não cola, a tentativa poderia pelo menos validar a política para manter forte o bolsonarismo, mantê-lo ativo mesmo perdendo as eleições. Isso também no caso de não haver resistência que responda à altura.

Se tais análises têm razão de ser, é evidente que devem ser levadas em conta na política de quem sabe que o país não suporta mais a continuidade deste governo. A primeira resposta diante deste risco é chamar as mobilizações pelo Fora Bolsonaro. Que sejam fortes, cada vez mais decididas. Eis aí o antídoto principal. Por isso, também o dia 19/6 será importante. São momentos da luta política em que a natureza defensiva e ofensiva da luta se mesclam”.

A melhor reação ao golpismo de Bolsonaro é combatê-lo desde já. Diante das milhares de mortes diárias, da crise econômica e das ameaças de sabotagem eleitoral e de golpe, é o momento de apostar na mobilização de nosso povo pela queda deste governo: impeachment já!

O PSOL precisa ocupar seu lugar nas ruas e mobilizações de nosso povo, sem confiar nas articulações com partidos burgueses e aparelhos desmoralizados que jogam com o sofrimento de nosso povo como ativo eleitoral. O Brasil precisa de um PSOL independente e anticapitalista. Por isso, estamos com Glauber Braga para apresentar nosso programa e oferecer uma saída para o povo trabalhador e a juventude. Neste sábado, com todos os cuidados sanitários, máscaras e disposição de luta, todos às ruas! Fora, Bolsonaro!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

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Capa da última edição da Revista Movimento
Esta é a vigésima primeira edição da Revista Movimento, dedicada aos debates em curso do VII Congresso Nacional do PSOL. Nela encontram-se artigos de análise, polêmica e discussão programática para subsidiar os debates de nossos camaradas em todo o país e contribuir com a batalha pela pré-candidatura de nosso companheiro Glauber Braga à presidência da República pelo PSOL. A edição também conta com análises de importantes questões internacionais contemporâneas e de outros temas de interesse, como os desafios da luta pelo “Fora, Bolsonaro” e as crises hídrica e elétrica no Brasil. Num ano de 2021 ainda marcado pela tragédia da pandemia da Covid-19 e pelo descaso criminoso de governos em todo o mundo, lamentamos a perda de nosso grande camarada Tito Prado (1949-2021), militante internacionalista e dirigente de Nuevo Perú. A ele dedicamos esta edição de nossa revista e, em sua homenagem, publicamos artigos em sua memória. Boa leitura!