FNL ocupa novas terras no Pontal do Paranapanema em dia de visita de Bolsonaro à região
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FNL ocupa novas terras no Pontal do Paranapanema em dia de visita de Bolsonaro à região

Na madrugada de hoje, 31, a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) realizou uma nova ocupação no Pontal do Paranapanema (SP), com 200 famílias.

Nathália Bittencurt 31 jul 2021, 11:22

Na madrugada de hoje, 31, a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) realizou uma nova ocupação no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, junto a mais de 200 famílias. O movimento acontece no município de Rosana, próximo às divisas dos estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, no oeste paulista. Também neste sábado, o presidente Bolsonaro visitará a região.

A fazenda ocupada, agora chamada de acampamento Nelson Mandela é reconhecida como bem público, e fica próximo à FEPASA, no 14º perímetro. Nesta área, mais de 80 mil hectares já são considerados pela Justiça como terras do Estado, e portanto, já deveriam ter sido distribuídas para exercer sua função social. A FNL também está realizando uma ocupação com cerca de 100 famílias no município de Votorantim, localizado a cerca de 100km da capital paulista.

O movimento de luta por terra, trabalho e moradia tem o objetivo de destravar a reforma agrária no Brasil, através da reivindicação da distribuição de regiões campesinas e urbanas que já são patrimônio do Estado. Neste final de semana, Bolsonaro está presente na região paulista, logo, a FNL vem demonstrar seu seu comprometimento com a luta histórica das comunidades que não tem uma terra digna para morar, tampouco emprego para promover seu sustento, e não encontram em órgãos públicos como o INCRA qualquer amparo social efetivo. Até aqui, todo o empenho do governo federal tem sido em desmontar as poucas políticas públicas de apoio à agricultura familiar, à habitação digna e à defesa do meio ambiente.

O coordenador da FNL, Zé Rainha, alerta para as ameaças de repressão às centenas de famílias.

  • “Os grileiros das terras públicas do Pontal fizeram grande mobilização junto à Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, e o poder judiciário local. Ameaçaram os trabalhadores verbalmente e com interdito proibitório. O delegado da cidade teve a petulância de mandar um ofício a um juiz local exigindo que o poder judiciário desse agilidade no cumprimento dos interditos proibitórios, ele foi pessoalmente tentar impedir que os trabalhadores se reunissem, uma afronta a toda legislação vigente! É um abuso do poder poder que tem como delegado.”

A região do Pontal do Paranapanema vive uma grande crise de desemprego, de fome e de miséria. Por isso, a luta por terra e liberdade nos assentamentos é fundamental. A FNL reafirma seu compromisso de organizar os trabalhadores sem-terra e os trabalhadores da cidade de São Paulo e do Brasil para lutar pela reforma agrária e urbana.

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