As rosas não vem de graça – a primavera da luta sindical norte-americana

As rosas não vem de graça – a primavera da luta sindical norte-americana

A nova onda de greves dos Estados Unidos segue aumentando. Tomando lições do passado e usando as ferramentas de mobilização do presente, a luta de classes responde a burguesa ocupando as ruas, fechando fábricas e exigindo seus direitos por todo o país.

Isabelle Ottoni 7 nov 2021, 13:13

Encontrar um elemento comum entre todos os indivíduos é tarefa complexa. A antropologia cultural tenta, alguns cientistas sociais também. Ainda que não responda a todos, existe algo que une os 99% da população: ter sua força de trabalho explorada. Para muitos, o local de trabalho é onde se passa a maior parte do dia. Não é um espaço homogêneo: ainda que a situação de exploração seja um fator comum, é preciso que nasça um elo, uma organização capaz de sintetizar as demandas comuns, que ultrapasse o papel aplicado pela ideologia dominante. Venha primeiro a greve ou venha primeiro o sindicato, nasce a consciência de classe. E, em meio a solidariedade de classe, germinaram-se as lutas que moldaram gerações. Hoje, nos Estados Unidos, faz-se primavera em pleno inverno.  

Primeiras greves

As primeiras greves dos Estados Unidos foram as dos trabalhadores de ferrovias e carvoeiros. No livro “A History of America in Ten Strikes”, o historiador Erik Loomis conta que “Em 1835, os carvoeiros da Filadélfia abandonaram o trabalho e vinte mil outros trabalhadores do Sindicato Geral dos Comerciantes da cidade juntaram-se a eles. Esta primeira ‘Greve geral’ incluiu todos, desde os trabalhadores do setor do carvão até as pessoas que trabalharam para o governo da cidade.“[1] Em 1886 a greve da The Great Southwest Railroad envolveu mais de duzentos mil trabalhadores pelos Estados de Arkansas, Illinois, Kansas, Missouri e Texas. Apesar de meses de muita luta, o resultado final foi uma demissão em massa e a contratação de trabalhadores não-sindicalizados. A greve dos trabalhadores ferroviários da Pullman Palace Car Company, em Boston, 1894, uniu mais de duzentos e cinquenta mil pessoas. Lutando pela redução das doze horas de jornada e aumento salarial, a greve foi violenta e contou com dezenas de mortes. A categoria não cedeu e eventualmente venceu. Em homenagem aos mortos da greve também foi conquistado o feriado Labor Day (nos Estados Unidos comemorado no primeiro setembro de cada ano, num esforço para se diferenciar do Dia Internacional do Trabalho).

Algumas greves se tornaram históricas. Em 1912 a conhecida como Pão e Rosas foi uma greve de trabalhadoras têxteis de uma fábrica de Lawrence, em Massachusetts. A indústria era uma das que mais crescia nos Estados Unidos, e já via greves em vários Estados. Com expectativa de vida de 39 anos, essas mulheres tiveram uma redução forçada de jornada de trabalho e salários. No mesmo dia que receberam seus contracheques a greve começou. Organizadas no sindicato Industrial Workers of the World, de composição socialista e anarquista, a greve tinha organização sindical feminina histórica, com restaurantes e creches comunitárias, liberando as mulheres para tomar a linha de frente da greve. Um dos momentos mais marcantes da greve aconteceu na estação de trem da cidade, onde mães e pais enviaram seus filhos para casas comunitárias, para assim poder dar seguimento pleno ao movimento de greve. Assistindo o nível de fervor dos militantes pela luta, a repressão policial se deu na própria estação de trem, ocasionando em fatalidades. A greve foi vitoriosa, todas as trabalhadoras receberam aumentos e não houve nenhuma demissão por greve. O grito de “Queremos pão, mas também rosas” se tornou símbolo de luta no mundo inteiro. 

Com a Grande Depressão de 1930, as condições de vida e trabalho se precarizaram. Em “A História do Trotskismo norte-americano” James Cannon conta sobre como organizadores trotskistas perceberam que sindicatos burocratas de Minneapolis haviam isolado militantes mais radicais do setor de transportes, a exemplo os caminhoneiros. Organizados no Communist League of America, que em 1938 daria origem ao Socialist Workers Party, os trotskistas do CLA começaram a incidir primeiro nas minas de carvão, e logo estenderam seu trabalho aos motoristas de Minneapolis. O trabalho foi longo, dificultado por sindicatos contrários às greves e radicalizações. Mas, em fevereiro de 1934, os caminhoneiros tomaram a frente da primeira das greves daquele ano. Com piquetes nas minas e paralisações impedindo os caminhões de distribuírem o carvão, a greve durou três dias e foi vitoriosa. A burguesia foi obrigada a negociar com os trabalhadores por melhores condições de trabalho. Essa greve deu começo a uma série de outras greves de Minneapolis, que provaram ao movimento de esquerda norte-americano a necessidade de uma direção política à altura dos desafios da classe. E essa direção não se encontrava no imobilismo dos burocratas conectados à União Soviética, à época dirigida por Stalin.  

Não há dúvidas que uma das greves mais icônicas da última década foi a “Justiça para os Faxineiros”, organizada pela Service Employees International Union, no começo dos anos 90, em Los Angeles. Era uma greve que marcava não só os abusos de carga horária extensiva, pagamentos medíocres e chefes abusivos do setor, a mobilização tinha uma marca ainda mais expressiva: a exploração da mão de obra barata latina e imigrante, vinda principalmente do México e da América Central. Sendo um trabalho de mão de obra não-especializada, o número de demissões era brutal. A diferença de salário/hora entre um faxineiro sindicalizado e um não sindicalizado ultrapassava 10 dólares[2], sem falar em benefícios de saúde.  As paralisações começaram em abril de 1990. Em junho, um ato com mais de quatro mil faxineiros foi recebido com um nível de truculência tão absurda da polícia que uma mulher grávida sofreu um aborto, um homem teve fraturas no crânio e dezenove trabalhadores foram internados com ferimentos graves. Trinta e oito pessoas foram presas. A cobertura da imprensa foi enorme, e até o prefeito de Los Angeles precisou verbalizar seu apoio à luta dos faxineiros. A mobilização foi vitoriosa. E ultrapassou as barreiras de Los Angeles. A campanha “Justiça pelos Faxineiros” atingiu todas as cinquenta maiores cidades dos Estados Unidos, onde foi vitoriosa em todas as suas mobilizações por aumento salarial e outros direitos trabalhistas. A greve foi eternizada no trabalho do diretor inglês Ken Loach, no filme “Pão e Rosas”. Em um de seus mais brilhantes trabalhos, é icônica a fala de um dos personagens do filme “Você conhece a minha tese sobre os nossos uniformes? Quando os colocamos, ficamos invisíveis”. Toda vez que algo nos falta, o invisível nos salta aos olhos.

As greves do novo século

As grandes greves recomeçaram em 2018. Foram quase 500 mil trabalhadores envolvidos em ações de paralisação e greve nos Estados Unidos. Só da educação eram mais de 350 mil envolvidos. 35 mil no Oeste da Virgínia, 45 mil em Oklahoma e 26 mil em Kentucky. Com o decorrer de 2018, Arizona, Colorado e Carolina do Norte também tiveram números expressivos de professores em greve. “Não só o salário dos professores diminuiu desde o final dos anos 90, como o tamanho das turmas tinha aumentado. As condições de trabalho dos professores e as condições de aprendizagem dos estudantes tinham declinado radicalmente”, disse Julie Greene, uma historiadora da Universidade de Maryland para o Washington Post[3]. A radicalização das lutas nasce também inspirada na greve dos professores de Chicago de 2012, vitoriosa em suas demandas e parte de um movimento de aproximação dos alunos e famílias com as demandas da educação pública. Quando, em 2018, os professores do Oeste da Virgínia tomam as ruas, eles lembraram ao movimento sindical de todo país como resolver os problemas: pela luta popular. “Uma luta constrói-se na outra e você e tem um movimento operário a florescer”, falou Greene. E estava certa. Em janeiro de 2019 os professores de Los Angeles também começaram sua greve. Lutando contra a privatização de suas escolas, a diminuição de alunos por sala de aula e o fortalecimento da educação infantil, mais de 50 mil educadores estiveram em mobilização. A greve durou meses, se estendeu por todo o Estado da Califórnia e foi vitoriosa não só na maioria de suas pautas, mas principalmente no fortalecimento dos laços da educação pública com as comunidades de pais e alunos, que apoiaram a greve.

A luta de 2021 começa a florescer. Já são quase trinta mil trabalhadores organizados em greve, e muitos prestes a dar esse passo da luta. Um exemplo são os trabalhadores da Kellogg’s, em Omaha. Em piquete há mais de um mês, os trabalhadores fabris exigem pagamentos juntos e melhores condições de trabalho. A maioria deles tem trabalhado turnos de 12 horas, 7 dias por semana. Nenhuma recomposição salarial foi praticada após o aumento de carga horária, que acontece porque a empresa está tendo vendas recorde. São cerca de 1.500 trabalhadores em greve. São mais de dez mil trabalhadores rurais da Deere Company em greve atualmente, em Iowa e Illinois. Com lucros de 6 bilhões anuais, a empresa se recusa a promover aumento salarial e benefícios de aposentadoria. 

A segunda maior greve do momento une estudantes e trabalhadores. Os trabalhadores da Universidade de Columbia, em Nova York, entraram em greve nos últimos dias. O movimento não é isolado: estudantes que trabalham em Harvard fizeram uma greve de três dias na última semana. Elas são duas das universidades mais caras do mundo, mas se negam a pagar salários justos aos seus servidores. Harvard descontou salários dos grevistas, que voltaram ao trabalho, mas se preparam para votar outra paralisação. 

Em Buffalo, no Estado de Nova York, são mais de dois mil trabalhadores da saúde em greve, há mais de um mês. Exatamente aqueles que eram aplaudidos por serem “heróis” alguns meses atrás, hoje nem mesmo conseguem negociar turnos justos e salários decentes. A greve deve continuar até atingir seu objetivo, principalmente após verem a enorme greve de enfermeiras de Massachusetts, que durou sete meses, tendo sido vitoriosa em suas demandas e finalizado em outubro. É inacreditável que, mesmo tendo cumprido o papel de linha de frente da Covid, profissionais de saúde ainda precisem exigir o mínimo: salários justos. Os exemplos de greve da saúde são enormes: O Centro de Saúde Kaiser Permanente está em greve há mais de 50 dias, na Califórnia, com adesão de várias categorias. Com mais de 50 mil trabalhadores, é difícil estimar quantos aderiram à greve. O sindicato que os representa, Alliance of Health Care Unions, afirma que são 35 mil trabalhadores a favor da greve. Em Wisconsin, 800 trabalhadores da saúde do Cabell Huntington Hospital entraram em greve. Além disso, são mais de 500 trabalhadores siderúrgicos em greve em Ohio, e cerca de 450 em greve em Wisconsin. Também mais de 300 maquinistas em greve em Nova York. Também em Nova York, os taxistas estavam em greve de fome, exigindo renegociação de suas dívidas. Hoje, para conseguir uma licença de táxi em Nova York, é necessário desembolsar 500 mil dólares. A greve conquistou que o valor seja reduzido para 170 mil dólares, e nenhum taxista pague mais que 1.122 dólares por mês.

As promessas de greve a começar são muitas. Mais de 24 mil enfermeiras votaram a favor da greve na Califórnia. A maior, sem dúvidas, seria a Greve de Hollywood. O sindicato que representa os trabalhadores dos conglomerados, International Alliance of Theatrical Stage Employees, acusa a Warner e a Netflix de maus-tratos aos funcionários, jornadas de trabalho de mais de 12 horas, salários baixos e condições insalubres de trabalho. Em uma das maiores indústrias dos Estados Unidos, que paga salários milionários a atores e atrizes, quem realmente faz Hollywood acontecer não tem direito a sair do set de filmagem para se alimentar. As promessas de greve chamam atenção, porque podem transformar o final de 2021 em o ano com maior número de greves do século XXI. A pressão é tanta que o Presidente Joe Biden foi obrigado a se pronunciar sobre o tema, e se proclamou “O presidente mais defensor dos sindicatos da história dos Estados Unidos”. 

A reação das grandes corporações burguesas

Dezenas de milhares de greves tiveram palco nos Estados Unidos do século XX. A burguesia atuava com intensidade para diminuir a capacidade dos sindicatos de agir, primeiro fundando os “sindicatos amarelos”, falsas organizações sindicais, controladas pelos donos de fábricas, que ludibriaram trabalhadores a acreditar estarem se sindicalizando. O ascenso das lutas pós Primeira-Guerra Mundial deu corpo à pressão para regulamentação da atividade patronal e sindical. O “Wagner Act”, aprovado em 1935, deu aos trabalhadores do setor privado o direito de se sindicalizar e participar de greves. Também garantiu a todos os trabalhadores o direito à livre associação, proibiu a patronal de interferência em ações sindicais e entendeu como discriminação a não contratação de um trabalhador por ele ser organizado em sindicatos, tornando a prática ilegal. 

A reação do Partido Republicano foi imediata. Foram muitas as tentativas de diminuir a abrangência da lei. A primeira vitória antissindical aconteceu em 1947, com o Taft–Hartley Act. A restrição à atividade sindical foi enorme. Ficaram proibidas as greves jurisdicionais, greves de trabalhadores não-sindicalizados, greves de solidariedade ou políticas, boicotes secundários (após derrota em barganhas de greve), piquetes secundários e em massa, lojas fechadas, e doações monetárias por parte dos sindicatos para campanhas políticas federais. O ataque as greves não foi atoa: o ano de 1946 foi o ano com o maior número de trabalhadores em greve da história dos Estados Unidos: estima-se que, entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o fim de 1946, pelo menos cinco milhões de americanos tivessem se envolvido em alguma greve. Com o pós-guerra, a inflação tinha aumentado de 8% em 1945 para 14% em 1946, os salários eram menores e as condições de trabalho extremamente precarizadas. Apenas do setor siderúrgico, estima-se que 750 mil trabalhadores entraram em greve em janeiro de 1946, seguidos por cerca de 340 mil mineiros de carvão em abril, 250 mil ferroviários em maio e 120 mil mineiros em dezembro.

Grandes sindicatos, como o Industrial Workers of the World, foram os mais atacados: ficou proibida qualquer relação com “comunismo”, “o partido comunista” ou qualquer organização que pretendesse “derrubar o governo dos Estados Unidos pela força ou por qualquer meio ilegal ou inconstitucional”. Todos os trabalhadores sindicalizados precisavam assinar um termo do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos atestando nenhuma afiliação a tais movimentos. Além disso, ficou permitida a ação anti-sindical nos locais de trabalho e a interferência da justiça nas barganhas de greve dos sindicatos. Outras leis pioraram a situação, como a Landrum–Griffin Act. As vitórias dos sindicatos sobre as patronais caiu de maneira significativa, assim como seu número de afiliados. Os salários estagnaram, assim como a desigualdade de renda[4]. 

Eram novos tempos para o movimento sindical. O número de grandes paralisações de trabalho caiu 97%, de 381 em 1970 para 187 em 1980[5]. Ao mesmo tempo, o perfil do militante sindical já havia mudado. Muitos sindicatos ainda fechavam os olhos para a maioria negra e imigrante que ocupava os postos de trabalho. Foi ainda em 1925 que Asa Philip Randolph fundou o Brotherhood of Sleeping Car Porters, o primeiro sindicato para negros dos Estados Unidos. Na época, muitos sindicatos negavam a participação de pessoas negras. O Industrial Workers of the World, também conhecido como Wobblies, era um dos poucos abertos à filiações de mulheres, imigrantes e pessoas negras. O apelido, inclusive, surge da dificuldade de pessoas de origem asiática pronunciarem os “W” de IWW, sua sigla[6]. 

Randolph se tornou um dos principais militantes dos atos pelos Direitos Civis Norte-Americanos, e organizador da Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, onde Martin Luther King Jr. deu seu mais famoso discurso, “Eu tenho um sonho”, para mais de 250 mil pessoas. Em seu discurso, Randolph diz “Nós somos a vanguarda do grande amanhã revolucionário, pela liberdade e por trabalho. A Marcha sobre Washington não é o limite da nossa luta, mas sim o começo. Não só para nós pretos, mas para todos os americanos.”[7] Ainda que enfraquecido, o movimento sindical dos anos 60 conquistou vitórias. E muitas delas se devem aos organizadores negros dos sindicatos americanos, que conquistaram, em 1964, o “Ato dos Direitos Civis”, que tornou crime a discriminação baseada em raça, cor, religião, sexo e origem. No ano anterior também estiveram unidos na conquista do “Ato do Pagamento Igualitário”, uma lei impulsionada pelo movimento sindical, que tornou crime pagar salários diferentes para homens e mulheres com as mesmas qualificações ocupando a mesma posição. 

Construindo novas barricadas

A comparação com as greves do século XX pode fazer parecer que o que vemos hoje são “apenas greves”, e não uma “onda de greves”. Em 2021 os Estados Unidos já vivenciou mais de 180 greves. Nos anos 90, o país viu cerca de 35 greves por ano. Em 2003, só viveu 13 grandes greves[8]. Em plena implementação da Indústria 4.0, não há modo de desprezar os pelo menos cem mil grevistas só em outubro de 2021[9]. Numa lógica onde máquinas industriais já substituem o trabalho de 6,6 pessoas[10] e mais de 800 milhões de trabalhadores do mundo serão substituídos por máquinas nos próximos 17 anos[11], todas as greves, piquetes, paralisações e mobilizações tem um significado ainda maior. Numa lógica onde organizar sindicatos nunca foi tão difícil, toda greve é uma vitória. O documentário que ganhou o Oscar de 2020, Indústria Americana, mostra o dia a dia dos trabalhadores da Fuyao Glass, empresa chinesa que abre sede nos Estados Unidos. A multinacional chinesa luta contra a sindicalização dos seus funcionários, que sofrem com maus tratos, salários muito baixos, aumento de carga horária e dezenas de acidentes de trabalho. Os que ousam fazer campanha pela sindicalização são demitidos. O CEO da empresa chega a dizer “Se algum sindicato entrar, a fábrica fecha”. Coagidos, a votação pela sindicalização é derrotada. 

As corporações norte-americanas não irão tornar as condições para se organizar mais fáceis. Se a ganância empresarial segue acima dos direitos daqueles que foram linha de frente na pandemia, não saindo de seus postos de trabalho, para que muitos pudessem ficar seguros em casa, o único terreno possível é o da luta de classes. Nos piquetes da Kellogg ‘s os trabalhadores cantam “Um dia a mais, um dia mais fortes”. E a solidariedade que dá mais força à luta precisa ser internacional, ainda que a luta se dê no terreno dos Estados Unidos. Se a única luta que se perde é aquela que se abandona, é hora de lutar a boa luta, dar força aos companheiros em greve e ver germinar “numa noite sombria, sob um céu sem estrelas” o “exército negro, vingador, que germinava lentamente nos sulcos da terra, crescendo para as colheitas do século futuro, cuja germinação não tardaria em fazer rebentar a terra.”

[1] A History Of America in Ten Strikes, Erik Loomis, p. 26

[2] From Mission to Microchip, A History of the California Labor Movement. Fred Glass

[3] https://www.washingtonpost.com/us-policy/2019/02/14/with-teachers-lead-more-workers-went-strike-than-any-year-since/

[4] https://www.foreignaffairs.com/articles/united-states/2012-04-20/workers-world-divide

[5]  The Encyclopedia of Strikes in American History, Ian Bremmer. p. 234

[6]  https://www.youtube.com/watch?v=K7fDSzQcIuE, The Wobblies, documentário de 1979, legendas em catalão.

[7]  https://www.youtube.com/watch?v=ZA9TJCV-tks “March on Washington History”, por NMAAHC

[8]   A History Of America in Ten Strikes, Erik Loomis, p. 3

[9] https://www.bbc.com/news/business-58916266

[10] https://www.tecmundo.com.br/ciencia/152990-quantos-trabalhadores-robo-capaz-substituir.htm

[11] https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/01/10/internas_economia,729968/robos-mais-de-800-milhoes-de-trabalhadores-serao-substituidos-em-20-a.shtml


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