Deputadas do PSOL pedem saída de presidente da Caixa após denúncias de assédio sexual
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Deputadas do PSOL pedem saída de presidente da Caixa após denúncias de assédio sexual

Pelo menos cinco funcionárias do banco dizem ter sofrido investidas inapropriadas de Pedro Guimarães.

Revista Movimento 30 jun 2022, 09:24

O Ministério Público Federal (MPF) apura denúncias de assédio sexual feitas por, pelo menos, cinco funcionárias da Caixa Econômica Federal contra o presidente do banco, Pedro Guimarães. A investigação do caso, que veio à tona nesta terça (28/06), ocorre sob sigilo.De acordo com uma das mulheres, o executivo costumava tocar seus seios e partes íntimas, além de fazer propostas e comentários de conotação sexual. O temor de sofrer retaliações a fez tardar na denúncia, informou a funcionária.Em função da péssima repercussão do caso, envolvendo um dos homens mais próximos do governo em Bolsonaro em Brasília, o anúncio do Plano Safra, previsto para esta quarta-feira, foi adiado.

As deputadas federais do PSOL, Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim, e a deputada gaúcha Luciana Genro usaram as redes sociais para repudiar o fato.“Mais um machista escroto revelado! São estarrecedoras as denúncias contra Pedro Duarte Guimarães, presidente da Caixa, indicado pelo Bolsonaro, e um dos membros mais próximos ao presidente. Esse governo odeia mulheres! Não passarão!”, escreveu a deputada estadual Luciana Genro.

Melchionna destacou ainda que as relações de Pedro Guimarães com poderosos podem representar risco para as denunciantes.“É urgente preservar a segurança dessas mulheres vítimas da violência de Guimarães. Sabemos que o presidente do banco é um dos integrantes do governo mais próximos do presidente. As mulheres brasileiras não irão tolerar mais o machismo institucionalizado no governo Bolsonaro”, disse.

Para Sâmia, é urgente o afastamento de Guimarães da presidência da Caixa.“É inaceitável que um homem use do cargo para violentar mulheres! Queremos investigação, amparo às vítimas e imediato afastamento do cargo. Ser mulher no governo Bolsonaro é insuportável!”, afirmou.

Permanência de Guimarães aumenta desgaste na campanha de Bolsonaro

Em nota ao jornal Metrópoles, a Caixa disse desconhecer as denúncias feitas pelas funcionárias e “esclarece que adota medidas de eliminação de condutas relacionadas a qualquer tipo de assédio”.“O banco possui um sólido sistema de integridade, ancorado na observância dos diversos protocolos de prevenção, ao Código de Ética e ao de Conduta, que vedam a prática de ‘qualquer tipo de assédio, mediante conduta verbal ou física de humilhação, coação ou ameaça”, informa a instituição, no texto.

No Palácio do Planalto diz-se que, se comprovadas as denúncias, Guimarães deve deixar o cargo. Porém, sua permanência poderia ampliar o desgaste na já diminuta reputação do governo – que busca se manter no poder mediante profunda crise econômica e aumento da fome – e enfrenta um segundo escândalo em menos de 10 dias. Em 22 de junho, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e outras quatro pessoas foram presas sob acusação de corrupção no uso de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

   

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