Mísseis da Rússia matam mais de 40 civis na Ucrânia 
Ucrânia

Mísseis da Rússia matam mais de 40 civis na Ucrânia 

Ataque destruiu hospital pediátrico em Kiev. Moscou nega autoria do ataque, considerado o mais letal do ano 

Tatiana Py Dutra 9 jul 2024, 11:55

Foto: VolodimirZelensky/Fotos Públicas

Pelo menos 41 pessoas morreram e 190 ficaram feridas em cidades ucranianas na segunda-feira (8), após um ataque do exército russo. Conforme o presidente da Ucrânia,  Volodimir Zelensky, o país foi alvo de cerca de 40 mísseis. Um deles, atingiu um hospital pediátrico na capital, Kiev.

Quase 400 socorristas e centenas de voluntários trabalharam desde ontem na retirada de escombros do hospital de Okhmatdyt em busca de corpos e sobreviventes, que estão sendo transferidos para outras unidades de saúde. Duas mortes foram confirmadas e autoridades  decretaram um dia de luto na capital.

“A operação de resgate após o ataque com mísseis russos de ontem continua”, escreveu Zelensky em suas redes sociais. “Continuamos o nosso trabalho para aumentar a proteção das nossas cidades e comunidades do terror russo. Tomaremos decisões. O mundo tem a força necessária para isso”, acrescentou.

Segundo o governo local, um míssil de cruzeiro russo Kh-101 atingiu o hospital. Já a Rússia acusa a própria Ucrânia pelo episódio. Nesta terça-feira (9), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou não ataca alvos civis e, sem oferecer provas, disse que o bombardeio foi causado por uma falha no sistema antimísseis ucraniano.

“Peço que se guiem pelas declarações do Ministério da Defesa da Rússia, que exclui totalmente a possibilidade de ataques a alvos civis e afirma que estamos falando de um sistema antimísseis em queda”, disse ele.

Já o Serviço de Segurança da Ucrânia disse que fragmentos da parte traseira de um Kh-101, com um número de série, foram recuperados no local, bem como parte do sistema de orientação. 

“As conclusões dos especialistas são inequívocas: foi um ataque direto”, informou o órgão no Telegram.

Na ONU

Zelensky recorreu à Organização das Nações Unidas (ONU), pedindo uma reunião do Conselho de Segurança para discutir um dos ataques mais letais da guerra, que se estende por mais de dois anos. O presidente da Ucrânia espera obter apoio para ampliar as defesas, além de obter carta branca para atacar o adversário com as armas das nações aliadas e neutralizar alvos militares russos. Porém, nações como os Estados Unidos restringem o uso de seus equipamentos dentro da Federação Russa por medo da reação de Moscou. 


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