Paulo Magalhães e a hipocrisia descarada
Glauber

Paulo Magalhães e a hipocrisia descarada

Deputado que quer cassar Glauber Braga por agressão já agrediu um jornalista e se omitiu na cassação de Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar Marielle Franco

Tatiana Py Dutra 4 abr 2025, 14:13

Foto: Reprodução

O deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) quer cassar Glauber Braga (PSOL-RJ) sob a justificativa de que este teria agredido um militante do MBL. Mas o moralismo do parlamentar baiano esconde uma contradição gritante: ele próprio tem um histórico de agressão e impunidade.

Em 2001, Magalhães partiu para cima do jornalista Maneca Muniz, agredindo-o com socos e pontapés dentro da Câmara. O motivo? Muniz havia publicado um livro com denúncias contra o ex-governador Antônio Carlos Magalhães, tio do deputado. Apesar da brutalidade do ataque, Magalhães não sofreu nenhuma punição e, hoje, ironicamente, ocupa uma cadeira no Conselho de Ética da Câmara.

Agora, no papel de paladino da moralidade, Magalhães tenta usar o mesmo Conselho de Ética para perseguir Glauber Braga. O motivo? Uma reação humana e compreensível a insultos baixos contra sua mãe, uma paciente com câncer que faleceu meses depois. A hipocrisia atinge seu ápice quando Magalhães ignora o contexto da provocação e, sem qualquer constrangimento, prega que a atitude de Braga “não estaria acobertada pela legítima defesa”.

Mas essa não é a única demonstração do seu moralismo seletivo. Em agosto de 2024, Magalhães foi o único membro titular do Conselho de Ética a se abster da votação que pedia a cassação de Chiquinho Brazão, acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Enquanto 15 parlamentares votaram pela cassação, o “guardião dos bons costumes” preferiu lavar as mãos.

Paulo Magalhães não é um defensor da ética, da moral ou do decoro parlamentar. É apenas mais um político cínico, que usa suas posições conforme suas conveniências e interesses. Glauber Braga é apenas seu alvo da vez.

Glauber usou as redes sociais para comentar o ataque ao seu mandato:

“Todos sabem que minha reação ao mini-bandido do MBL é só uma desculpa. A perseguição é por conta de Lira e das denúncias que fizemos ao orçamento secreto! Fingem que a cassação é por “agressão” mas o deputado que fez o pedido já agrediu um escritor dentro da Câmara com socos e pontapés. A hipocrisia não tem limites!”.

#GlauberFica


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