Abaixo o ataque imperialista e sionista contra o Irã! Pelo direito à resistência do Irã!
Defendemos o direito do Irã resistir do ponto de vista militar, respondendo aos ataques imperialistas e protegendo seu arsenal militar
Foto: Ataques em Teerã no dia 28 de fevereiro de 2026. Tasnim. (News Agency/ZUMA Press Wire)
Trump e Netanyahu começaram um ataque sem precedentes contra o Irã, no sábado 28 de fevereiro. Batizada de “Fúria Épica”, a operação foi coordenada entre o imperialismo estadunidense e o estado sionista, sendo muito mais forte e brutal que a guerra de doze dias levada a cabo em junho passado.
Uma ação covarde, ainda por cima, porque rompeu unilateralmente as negociações que vinham mantendo Estados Unidos e Irã, mediados por Omã, com as reuniões sendo sediadas em Genebra.
Se contabilizam quase 600 mortos, entre militares e civis iranianos. Sendo bombardeadas as maiores cidades, além de Teerã como Qom, Tabriz, Isfahan. Foram mortas 48 lideranças iranianas, dentre elas, o principal líder do país, o Aiatolá Ali Khamenei e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, figura conhecida na mídia e na diplomacia mundial. Nesse momento, a guerra de agressão se alastra para todo Oriente Médio, com ataques de Israel no Líbano, ampliando o número de frentes. A ilustração da crueldade máxima do ataque imperialista-sionista foi a destruição de uma escola para meninas, matando mais de 120 crianças e adolescentes iranianas.
A resposta do Irã atingiu importantes bases dos Estados Unidos, matando militares, avariando instalações da Marinha, porta-aviões e bases centrais como a de Bahrein. Foi a maior ação militar de contestação aos Estados Unidos e os seus aliados, atingindo parte dos aeroportos mais importantes do mundo, nos Emirados Árabes e no Catar.
Os motivos de Trump são a neutralização da capacidade militar e nuclear do Irã, o controle do petróleo e consolidar a destruição de Gaza e impor sua ofensiva diante dos questionamentos internacionais e locais – onde a resistência popular e o escândalo Epstein golpeiam sua popularidade, colocando-o na defensiva. E, a partir de quebrar o regime iraniano, impor seu “Conselho de Paz” para controlar o Oriente Médio, à luz do “grande israel”, projeto para aniquilar a Palestina e os palestinos.
O modo de operação do imperialismo, é similar ao que Trump investiu na Venezuela, ameaça a tomada da Groenlândia e segue a todo vapor a ofensiva para asfixiar Cuba.
O Irã tem o direito de resistir
Defendemos o direito do Irã resistir, do ponto de vista militar, respondendo aos ataques e protegendo seu arsenal militar. Isso não significa emprestar apoio político ao regime iraniano, nem a sua política repressiva, a qual sempre condenamos veementemente.
Contudo, não será das mãos do monarca herdeiro da odiosa linhagem Pavhlevi que virá qualquer tipo de libertação do povo iraniano; muito menos das bombas e ações militares do imperialismo-sionismo
Defendemos a soberania do Irã como fizemos diante do ataque terrorista contra o Hezbollah executado pelo sionismo. Trata-se do caso de um ataque imperialista contra um país que mantém uma política exterior independente, servindo de importante suporte militar para a causa palestina, a luta mais importante de nossa época.
Trump, o inimigo da humanidade
Para derrotar a agressão imperialista ao Irã é preciso ampliar a resistência dos povos, coordenar as ações anti-imperialista ao redor do Planeta e sobretudo, apoiar a resistência que pode dobrar a linha de Trump dentro dos Estados Unidos.
Trump não apenas quer submeter os países para afirmar o imperialismo estadunidense ‘grande de novo’; quer criar um clima de dessensibilização à morte, mudar o regime político dos Estados Unidos e instalar com o sionismo um novo arranjo mundial, dando passo às expressões neofascistas da qual ele se arroga o chefe e principal líder.
As novas revelações do caso Epstein colocam no ar o tamanho do envolvimento de Trump, com alguns democratas afirmando que sua participação no esquema era direta e poderia levar a um questionamento de seu governo.
O que se joga a partir daqui é expressar um movimento amplo e plural como o que colocou o ICE na defensiva após Minneapolis, organizando greves, autodefesa e solidariedade aos imigrantes. Combinar a denúncia de ingerência sobre America Latina, sua participação na destruição e genocídio em Gaza.
É possível derrotar Trump. Não haverá paz justa ou mesmo qualquer paz no mundo sem derrotar Trump e Netanyahu.
Por um grande movimento unitário contra a agressão imperialista ao Irã
Temos que tomar iniciativas, reproduzindo momentos anteriores como a luta contra a ocupação do Iraque, a luta em defesa da Palestina, entre outras memoráveis campanhas internacionais.
Temos como grande exemplo a luta internacional em prol da Palestina, com os boicotes, manifestações e as flotilhas; precisamos somar forças para defender Cuba e outros países que estão na lista do intervencionismo trumpista.
Exigir que Lula tome atitudes, denunciando a agressão e construindo pontes entre as nações para uma reunião de países contrários à guerra imperialista contra o Irã. Isso mostra o quão errado é sua linha de hesitação diante do Conselho da Paz sionista e sua agenda de visitar Trump em meio à ofensiva neofascista.
Da nossa parte, vamos nos somar à mobilização imediata pelo fim da agressão e fortalecer a Iª Conferência Antifascista – pela soberania dos povos, em Março de 2026, em Porto Alegre, para ser um ponto de apoio e coordenação contra o imperialismo e o neofascismo.