Jovens de diversos países lançam manifesto contra o fascismo
Documento internacional denuncia capitalismo, guerras e crise climática e convoca juventude a construir uma alternativa ecossocialista global
Lançada no calor dos debates da 1ª Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania dos Povos, a “Carta aberta da juventude ecossocialista às juventudes anti-imperialistas” expressa a tentativa de articular, em escala global, uma resposta política da nova geração diante da crise climática, do avanço da extrema direita e da intensificação dos conflitos imperialistas. O documento sintetiza as discussões travadas entre jovens militantes de diferentes países, apontando o ecossocialismo como alternativa estratégica frente ao que definem como um cenário de barbárie iminente, marcado pela exploração capitalista, pela devastação ambiental e pela ofensiva reacionária sobre direitos sociais e democráticos.
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Carta aberta da juventude ecossocialista às juventudes anti-imperialistas
A juventude de todo o mundo enfrenta uma encruzilhada. Enquanto os poderosos declaram guerras e promovem genocídios, nós temos o dever de enfrentar a extrema direita e, ao mesmo tempo, construir um verdadeiro programa de futuro para a nossa geração.
A crise climática e humanitária que enfrentamos é gerada por um mesmo mal: o capital e as instituições que sustentam suas relações sociais de exploração. O desenvolvimento das forças produtivas desencadeou a mobilização desenfreada de forças destrutivas através da lógica cega e anárquica do mercado, às costas das maiorias trabalhadoras. Hoje, como ontem, o objetivo do grande capital é garantir a continuidade de seus lucros imediatos à custa do futuro das próximas gerações. Para isso, desperdiçam nossos recursos naturais e o trabalho humano, enquanto destroem ecossistemas inteiros e deslocam povos situados em áreas estratégicas para a extração de suas riquezas. O genocídio em Gaza é o exemplo atual mais claro dessa lógica.
O que caracteriza a crise do nosso tempo, diferentemente de outras épocas do capitalismo, é a ameaça que a crise climática — produto do aquecimento global — representa para a própria existência da humanidade e da vida na Terra. Essa crise é acelerada pelas guerras inerentes ao sistema capitalista, como as que enfrentamos atualmente, marcadas por disputas interimperialistas pela divisão do mundo. Durante a Primeira Guerra Mundial, Rosa Luxemburgo apresentou a disjuntiva “socialismo ou barbárie”. Hoje, essa consigna deveria ser “ecossocialismo ou barbárie”. Essa formulação não implica a inevitabilidade do socialismo frente à barbárie; ao contrário, significa que a barbárie é inevitável, a menos que intervenhamos a tempo para evitá-la. A urgência dessa tarefa revolucionária é, naturalmente, global.
No contexto do agravamento da crise ambiental e de dominação que atravessamos, o capital encontra limites para se expandir pela via econômica. Reativa, assim, uma ofensiva cultural e afetiva voltada a recompor a disciplina social e a disponibilidade para a exploração. Isso exige um disciplinamento específico sobre mulheres e dissidências de gênero, intensificando a ofensiva ideológica da reação patriarcal e a submissão dos corpos feminilizados — como vemos no genocídio em Gaza, assim como na repressão e perseguição de mulheres no Irã. Esse sistema patriarcal, extrativista e imperialista precisa de corpos dóceis para se perpetuar.
O imperialismo é o principal inimigo de todos os povos. Com Donald Trump à frente, o imperialismo dos Estados Unidos leva sua política de destruição ao extremo, atacando a América Latina, o Oriente Médio e o resto do mundo. Isso ocorre por meio de intervenções em eleições, uso de tarifas como forma de chantagem e ataques diretos a povos que se opõem à sua agenda imperialista. A busca incessante por maximizar a exploração de combustíveis fósseis é outra marca do projeto da extrema direita, que amplia políticas imperialistas como os ataques à Venezuela e os conflitos com o Irã.
A fase atual — a mais belicosa do imperialismo sob Trump —, junto ao fortalecimento do projeto colonial de Israel, demonstra até onde esses atores estão dispostos a ir. Nem a Rússia, envolvida em sua própria guerra imperialista, nem a China se mobilizam para defender seus supostos aliados, revelando os limites de uma lógica “campista” que aposta em saídas vindas de outros governos capitalistas com retórica anti-imperialista restrita à hegemonia dos Estados Unidos. Tudo isso ocorre enquanto setores da população norte-americana vão às ruas contra políticas racistas e xenófobas e contra o Immigration and Customs Enforcement (ICE). Essa resistência interna deve ser apoiada internacionalmente, com solidariedade ativa e militante como marca deste período.
A barbárie imposta pela extrema direita nos mostra algo essencial: precisamos encontrar nosso próprio caminho. A força desse setor reacionário só se mantém porque, em meio à crise global, ainda falta construir uma alternativa que vá além das políticas que perpetuam a exploração das duas fontes de riqueza do capitalismo: as pessoas e a natureza. O modelo neoliberal de austeridade, privatizações e tentativa de pacificação dos conflitos sociais já não convence. Setores da esquerda que apostam na conciliação e em ataques aos trabalhadores perdem espaço diariamente. Diante da proletarização e precarização da vida da juventude e do enfraquecimento dos movimentos sindicais e sociais tradicionais, nossa geração busca uma saída — e precisamos construí-la.
A juventude não tem sido passiva. A Geração Z protagonizou mobilizações em todo o mundo: enfrentando reformas antioperárias na Argentina sob Javier Milei, lutando pelo direito ao aborto na América Latina, derrubando regimes autocráticos como em Bangladesh e ocupando as ruas em Minneapolis contra o ICE. Na poderosa greve geral na Europa em solidariedade a Gaza e pelo fim do genocídio, a juventude transformou o internacionalismo em ação concreta.
Essas lutas mostram que há espaço para a construção de um frente de juventudes anti-imperialistas voltado à reversão da crise climática, à unificação da classe trabalhadora, à defesa da soberania dos povos, ao fim do sistema patriarcal e à proteção das comunidades marginalizadas. Sabemos que o caminho é longo, e por isso é necessário transformar a rebelião em um programa de ação rumo ao ecossocialismo. Para isso, devemos fortalecer os laços entre ecossocialistas do mundo, construindo um novo projeto de transformação real baseado na mobilização social e no internacionalismo.
Nesse sentido, nós, juventudes ecossocialistas reunidas na 1ª Conferência Internacional Antifascista, convocamos a juventude a lutar por um programa de transição ecossocialista que enfrente a extrema direita e coloque na ordem do dia um futuro radicalmente diferente. Por isso, lutamos por:
- Combate total à extrema direita! Combater o fascismo nas ruas e através da mobilização social!
- Não às guerras imperialistas! Trump fora do Irã e da América Latina! Palestina livre!
- Petróleo no solo: contra a expansão desenfreada da extração de petróleo em todo o mundo.
- Em defesa do trabalho digno! Por aumento de salários e contra jornadas exploratórias! Pela redução da jornada de trabalho: “Trabalhar menos, trabalhar todos, produzir o necessário, distribuir tudo”.
- Nem fome nem bilionários: pelo controle popular da dívida pública, impostos sobre os ricos e combate à especulação financeira.
- Contra o racismo, a xenofobia e a islamofobia! Contra o genocídio e a violência sistemática contra as juventudes negras! Abolição do ICE!
- Basta de feminicídios e assassinato de pessoas trans! Contra toda violência patriarcal e de gênero! Por aborto legal, seguro e gratuito!
- Por uma transição energética justa e radicalmente democrática, responsabilizando os capitalistas pela destruição ambiental. Em defesa dos povos originários e de sua autodeterminação!
- Reforma urbana e agrária! Por moradia digna e terra para produzir!
Carta abierta de las juventud ecosocialistas a las juventudes antiinperialistas
La juventud de todo el mundo se enfrenta a una encrucijada. Mientras los poderosos declaran guerras y promueven genocidios, nosotres tenemos el deber de enfrentar a la extrema derecha y al mismo tiempo construir un verdadero programa de futuro para nuestra generación.
La crisis climática y humanitaria a las que nos enfrentamos son generadas por un mismo mal: el capital y las instituciones que sostienen sus relaciones sociales de explotación. El desarrollo de las fuerzas productivas ha desencadenado la movilización desenfrenada de fuerzas destructivas a través de la lógica ciega y anárquica del mercado, a espaldas de las mayorías trabajadoras. Hoy, como ayer, el objetivo del gran capital es garantizar la continuidad de sus ganancias inmediatas a costa del futuro de las próximas generaciones. Para lograr este objetivo, despilfarran nuestros recursos naturales y el trabajo humano, mientras destruyen ecosistemas enteros y desplazan a los pueblos ubicados en zonas estratégicas para la extracción de sus riquezas y valores. El genocidio en Gaza es el ejemplo actual más claro de esta lógica.
Lo que caracteriza la crisis de nuestro tiempo, a diferencia de otras épocas capitalistas, es la amenaza que representa la crisis climática, como producto del calentamiento global, para la existencia de la propia humanidad y la vida en la Tierra. Esta crisis se acelera por las guerras inherentes al sistema capitalista y a las que nos enfrentamos en estos momentos, a través de las pugnas interimperialistas en la competencia por el reparto del mundo. Durante la Primera Guerra Mundial, Rosa Luxemburgo planteó la disyuntiva “socialismo o barbarie”. Hoy esta consigna debiera ser “ecosocialismo o barbarie”. Esta fórmula no implica la inevitabilidad del socialismo frente a la barbarie como alternativa. Por el contrario, significa que la barbarie es inevitable, a menos que intervengamos a tiempo para evitarlo. La urgencia de esta tarea revolucionaria es, naturalmente, global.
En el marco de la agudización de la crisis ambiental y de dominación que atravesamos, el capital encuentra límites para expandirse por la vía económica. Reactivando así una ofensiva cultural y afectiva orientada a recomponer la disciplina social y la disponibilidad para la explotación. Necesita del particular disciplinamiento hacia las mujeres y disidencias sexo genéricas, agudizando la avanzada ideológica de la reacción patriarcal y el sometimiento de los cuerpos feminizados, como vemos en el genocidio en Gaza, así como en la matanza de niñas y persecusión de mujeres en Irán. Este sistema patriarcal, extractivista e imperialista necesita de cuerpos dóciles para perpetuarse.
El imperialismo es el enemigo principal de todos los pueblos. Con Donald Trump al mando, el imperialismo estadounidense lleva su política de destrucción al extremo, atacando a América Latina, al Medio Oriente y al resto del mundo. Esto lo ha hecho interviniendo en elecciones, utilizando los aranceles como chantaje para someter a nuestros países y atacando directamente a otros pueblos y aquellos que se oponen a su agenda imperialista. La búsqueda incesante de maximizar la explotación de los combustibles fósiles es otro rasgo del proyecto de la extrema derecha, para garantizar sus ganancias buscan expandir las políticas imperialistas, como los ataques a Venezuela y la guerra con Irán.
La fase actual, la etapa más belicosa del imperialismo de Trump, junto con el fortalecimiento del proyecto colonial de Israel demuestran hasta dónde están dispuestos a llegar. Ni Rusia, involucrada en su propia guerra imperialista, ni China se movilizan para defender a sus supuestos aliados, demostrando los límites de la lógica campista que cree que hay una salida proveniente de otros gobiernos capitalistas con cierta retórica “antiimperialista” circunscrita a la hegemonía estadounidense. Todo esto ocurre en un momento en que la población de Estados Unidos sale a las calles contra las políticas racistas y xenófobas de Trump contra el U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). La resistencia interna en Estados Unidos a las políticas neofascistas de Trump debe ser apoyada internacionalmente, con la solidaridad activa y militante como una marca de este período.
La barbarie impuesta por la extrema derecha nos muestra una cosa: debemos encontrar nuestro propio camino. La manutención de la fuerza de este sector reaccionario sólo es posible porque, en medio de la crisis impuesta a los pueblos de todo el mundo, aún es necesario construir una alternativa que vaya más allá de las mismas políticas que implican la explotación de las únicas dos fuentes de riqueza bajo el capitalismo: las personas y el ambiente. El modelo neoliberal de austeridad contra los trabajadores y trabajadoras, la privatización e intentos de pacificar los conflictos sociales ya no engañan a nadie. Los sectores de la izquierda que apuestan por políticas de conciliación y ataques contra los trabajadores pierden espacio cada día. En medio a una proletarización y precarización de la vida de la juventud y la debilitación del movimiento sindical y social tradicionales en países por todo el mundo, nuestra generación busca una salida. Nosotres tenemos que darla, es hora de construir nuestra respuesta.
La juventud no ha observado este proceso de manera pasiva. La Generación Z ha protagonizado distintas movilizaciones y enfrentamientos en todo el mundo, combatiendo reformas antiobreras como vemos en Argentina bajo el gobierno de Javier Milei, luchando por el aborto legal en Latinoamérica, o derribando regímenes autocráticos como en Bangladesh y más recientemente tomando las calles en Minneapolis contra ICE. En la poderosa huelga general en Europa el año pasado en solidaridad con Gaza y por el fin del genocidio, la participación de la juventud transformó el internacionalismo en acción práctica y concreta.
Estas luchas muestran que hay espacio para la organización de un frente de juventudes antiimperialistas con miras hacia la reversión de la crisis climática, unificación de la clase obrera, lucha por la soberanía de los pueblos, destrucción del sistema patriarcal y protección de las comunidades marginadas. Sabemos que todavía hay un largo camino por recorrer, por lo que es necesario transformar la rebelión en un programa de acción hacia el ecosocialismo. Para lograrlo debemos fortalecer los lazos entre los ecosocialistas del mundo, construyendo un nuevo proyecto de transformación real para nuestra juventud, basado en la movilización social y el internacionalismo.
Es en este sentido que nosotres, las juventudes ecosocialistas reunidas en la 1ª Conferencia Internacional Antifascista, convocamos a la juventud a luchar por un programa de transición ecosocialista que enfrente a la extrema derecha y ponga en el orden del día un futuro radicalmente diferente. Por esta razón luchamos por:
1. ¡Combate extremo a la extrema derecha! ¡Combatir el fascismo desde abajo en las calles y mediante la movilización social!
2. ¡No a las guerras imperialistas! ¡Trump, fuera de Irán y de América Latina! ¡Palestina Libre!
3. Petróleo en el suelo: contra la expansión desenfrenada de la extracción de petróleo en todo el mundo, especialmente por parte de las potencias imperialistas.
4. ¡En defensa del trabajo digno! ¡Por aumento de salarios y contra las jornadas laborales explotadoras en todos los países! Por la lucha de la reducción de la jornada laboral. “Trabajar menos, trabajar todos, producir lo necesario, distribuir todo”
5. Ni el hambre ni los multimillonarios deberían existir: por el control popular de la deuda pública, los impuestos a los ricos y la lucha contra la especulación financiera.
6. ¡Contra el racismo, la xenofobia y la islamofobia! ¡Contra el genocidio y la violencia sistemática hacía las juventudes negras en todo el mundo! ¡Abolir ICE!
7. ¡Basta de feminicidios y travesticidios! Contra toda violencia patriarcal y de género hacia las mujeres y la comunidad LGBT+. ¡Por Aborto legal, seguro y gratuito!
8. Por una transición energética justa y radicalmente democrática que responsabilice a los capitalistas como los destructores del medio ambiente. En defensa de todos los pueblos originarios y su autodeterminación!
9. ¡Reforma urbana y agraria! ¡Por vivienda digna y tierra para cultivar!
Translation to english of suggested changes
The youth around the world stand at a crossroads. While those in power declare wars and promote genocide, we face the challenge of confronting the far right while simultaneously building real program for the future of our generation.
The climate and humanitarian crises we face are generated by the same evil: capital and the institutions that sustain its exploitative social relations. The development of the productive forces has unleashed the unbridled mobilization of destructive forces through the blind and anarchic logic of the market, all onbehind the backs of the working majority. Today, just as in the past, the goal of big capital is to ensure the continuity of its immediate profits at the expense of the future of the coming generations. To achieve this goal, capitaliststhey squander our natural resources and human labor, while destroying entire ecosystems and displacing peoples located in strategic areas for the extraction of their wealth and resources. The genocide in Gaza is the clearest present example of this logic.
What characterizes the crisis of our time, unlike other periods of capitalism, is the threat that the climate crisis—a product of global warming—poses to the very existence of humanity and life on Earth. This crisis is accelerated by the wars inherent in the capitalist system and those that we are currently facing through inter-imperialist struggles over the division of the world. During World War I, Rosa Luxemburg posed the dilemma “socialism or barbarism.” Today, this slogan should be “eco-socialism or barbarism.” This formula does not imply the inevitability of socialism as an alternative to barbarism. On the contrary, it means that barbarism is inevitable unless we intervene in time to prevent it. The urgency of this revolutionary task is, naturally, global.
Imperialism is the main enemy of all peoples. With Donald Trump at the helm, U.S. imperialism is taking its policy of destruction to the extreme, attacking Latin America, the Middle East, and the rest of the world. It has done so by interfering in elections, using tariffs as blackmail to subjugate our countries, and directly attacking other peoples and those who oppose its imperialist agenda. The relentless pursuit of maximizing the exploitation of fossil fuels is another hallmark of the far-right agenda; to secure their profits, they seek to expand imperialist policies, such as the attacks on Venezuela and the war with Iran.
The current phase—the most bellicose stage of Trump’s imperialism—along with the strengthening of Israel’s colonial project, demonstrates just how far they are willing to go. Neither Russia, embroiled in its own imperialist war, nor China is mobilizing to defend its supposed allies, demonstrating the limits of the “camp” logic that believes a solution lies with other capitalist governments spouting “anti-imperialist” rhetoric limited to U.S. hegemony. All of this is happening at a time when the people of the United States are taking to the streets against Trump’s racist and xenophobic policies and against U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE). Internal resistance in the United States to Trump’s neo-fascist policies must be supported internationally, with active and militant solidarity as a hallmark of this period. We know that this violence does not stop at the border of the United States, but instead that the far right will take this policy and spread it across the globe, as we are already seeing Milei do in Argentina.
The barbarism imposed by the far right shows us one thing: we must find our own path. The continued strength of the reactionary sector is only possible because, amid the crisis imposed on peoples around the world, it is still necessary to build an alternative that goes beyond the same old policies that exploit the only two sources of wealth under capitalism: people and the environment. The neoliberal model of austerity against workers, privatization, and attempts to pacify social conflicts no longer deceive anyone. Sectors of the left that advocate for conciliatory policies and attacks on workers are losing ground every day. Amid the proletarianization and precariousness of young people’s lives and the weakening of traditional trade union and social movements in countries around the world, our generation is searching for a way out. It is up to us to provide it; it is time to build our response.
The youth has not stood idly by as this process unfolds. Generation Z has led various protests and confrontations around the world, fighting against anti-worker reforms—as we’ve seen in Argentina under Javier Milei’s government—or toppling autocratic regimes, as in Bangladesh, and more recently taking to the streets in Minneapolis to protest ICE. In last year’s powerful general strike in Europe in solidarity with Gaza and for an end to the genocide, youth participation transformed internationalism into practical and concrete action.
These struggles show that there is room to organize an anti-imperialist youth front aimed at reversing the climate crisis, unifying the working class, fighting for the sovereignty of peoples, dismantling the patriarchal system, and protecting marginalized communities. We know there is still a long way to go, so it is necessary to transform the rebellion into a program of action toward ecosocialism. To achieve this, we must strengthen the ties among ecosocialists worldwide, building a new project of real transformation for our youth, based on social mobilization and internationalism.
It is in this spirit that we, the eco-socialist youth gathered at the 1st International Anti-Fascist Conference, call on the present youth to fight for an eco-socialist transition program that confronts the far right and puts a radically different future on the agenda. For this reason, we fight for:
1. Relentless fight against the Far-right! Fight fascism from below in the streets and through social mobilization!
2. No to imperialist wars! Trump, get out—hands off Iran and Latin America! Free Palestine!
3. Keep oil in the Ground: against the unchecked expansion of oil extraction worldwide, especially by imperialist powers.
4. In defense of dignified work! For raising wages and against exploitative working hours in all countries! For the struggle to reduce the workweek. “Work less, work for all, produce what is necessary, distribute everything.”
5. Neither hunger nor billionaires should exist: for popular control of public debt, taxes on the rich, taxation of great fortunes, and the fight against financial speculation.
6. Against racism, xenophobia, and Islamophobia! Against genocide and the systematic violence against Black youth worldwide! Abolish ICE!
7. ¡ Against femicide! In defense of the legal and safe right to abortion! For equal rights and against the persecution of women!
8. A just and radically democratic energy transition that holds environmentally destructive capitalists accountable. In defense of all indigenous peoples and their right to self-determination!
9. The life and dignity of trans people! Against all forms of LGBTphobia!
10. Urban and agrarian reform! For dignified housing and land to cultivate!
11. That this just transition includes the welfare of all living sentient beings and moves us away from causing the suffering and exploitation of animals.