Marcha toma as ruas de Porto Alegre e marca abertura da conferência antifascista
Ato reuniu militantes de diversos países e reafirmou a mobilização popular como eixo central no combate à extrema direita
Fotos: Foto: Bruna Poorciúncula e Tatiana Py Dutra/Esquerda em Movimento
As ruas do centro de Porto Alegre foram tomadas, na noite desta quinta-feira (26), por uma marcha internacional que marcou a abertura da 1ª Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania dos Povos. O ato reuniu delegações de diversos países, movimentos sociais, sindicatos e militantes, consolidando o caráter popular e internacionalista do encontro.
A concentração ocorreu no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, de onde os manifestantes seguiram em caminhada pelas ruas da capital gaúcha, entoando palavras de ordem contra o fascismo, o racismo, o neoliberalismo e as guerras. A marcha foi concebida como o primeiro grande gesto político do evento, sinalizando que a conferência não se limita aos espaços institucionais, mas se ancora na mobilização de rua.
Mais do que uma atividade simbólica, o ato expressou a estratégia central da conferência: articular resistência global a partir da organização popular. Segundo os organizadores, o encontro nasce como uma resposta urgente ao avanço da extrema direita em escala internacional, apostando na construção de redes de solidariedade entre os povos.
Com bandeiras de diferentes países e organizações, a marcha evidenciou a dimensão internacional do evento, que reúne participantes dos cinco continentes. A diversidade de pautas também marcou o ato, com destaque para as lutas feministas, antirracistas, em defesa dos trabalhadores e da soberania nacional frente às pressões do capital global.
A mobilização dialoga com a avaliação compartilhada por lideranças políticas e sociais de que o enfrentamento ao fascismo não pode se restringir às instituições. “A história mostra que ele só é derrotado com organização social, unidade e presença nas ruas”, afirmou o vereador Roberto Robaina, um dos articuladores da conferência.
Ao ocupar o espaço público logo no primeiro dia, a marcha reafirma a tradição histórica das lutas populares e aponta para o horizonte político do encontro: construir uma frente internacional capaz de enfrentar o autoritarismo contemporâneo em suas múltiplas formas. Em um cenário global marcado por crises e desigualdades, o recado ecoado nas ruas de Porto Alegre foi direto – sem mobilização popular, não há democracia que se sustente.




