Trabalhadores dos hospitais públicos de Minas Gerais indicam greve
A greve é resultado da péssima gestão que o governador Romeu Zema e Mateus Simões fazem com todo o funcionalismo público
Em Belo Horizonte, na porta do hospital João XXIII, trabalhadoras e trabalhadores da saúde de Minas Gerais se reuniram em assembleia realizada no último dia 11, organizado pela ASTHEMG (Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais) e o SINDPROS (Sindicato dos Trabalhadores da Rede FHEMIG). Em regime de votação, a imensa maioria da categoria deliberou pela GREVE, que se iniciará na próxima terça-feira, dia 17 de março. A greve é resultado da péssima gestão que o governador Romeu Zema e Mateus Simões fazem com todo o funcionalismo público.
Somando-se à luta de outras categorias que já estão de greve, como da educação básica, a ASTHEMG e o SINDPROS denunciam que o reajuste de 5,4% anunciado não cobre minimamente a defasagem salarial sofrida, pois o Governo do estado não pagou os reajustes nos últimos anos. No que tange à enfermagem, que recebe o piso através de um complemento, o reajuste será praticamente nulo pelo fato que será abatido no próprio complemento. Outras reivindicações que precarizam as condições de trabalho cotidianamente dentro dos hospitais foram denunciadas e reforçaram a decisão pela greve, pontuaram sobre a Invenção de descontos na folha de pagamento; há anos a insalubridade não tem adequação; não redução da jornada de trabalho; sem condições reais para férias etc.
Outras lutas já estão sendo aguerridamente travadas pela ASTHEMG em conjunto com o SISPSEMG (Sindicato dos Servidores do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais), como a defesa do Projeto de Lei n° 4159/25. O PL dos Plantonista, como ficou conhecido, é de suma importância que seja aprovado para que se tenha uma quantidade de plantões determinada por mês conforme a carga horária semanal. Ao eliminar jornadas exaustivas de plantões extras, cuja definição é determinada por cada gestor, os trabalhadores e trabalhadoras da saúde terão mais qualidade de vida, logo, mais reais condições de tratar da saúde da população mineira.
Ou seja, estar nas trincheiras de luta com a ASTHEMG, SINDPROS e SISIPSEMG vai além de apoiar uma categoria de trabalhadores, mas é defender o bem-estar de todos nossos entes queridos, de todo povo mineiro. Nós da TLS estamos acompanhando e contribuindo para que tanto a greve quanto a PL dos Plantonistas tenham êxitos. Avante, camaradas!
É GREVE, PORQUE É GRAVE!