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Eleição de Sâmia Bomfim: uma nova liderança da esquerda em SP

A vitória eleitoral em São Paulo como fruto do acúmulo de militância e construção de quase 10 anos do MES na cidade. Desafios e necessidades de um mandato feminista e classista.

Reprodução / Facebook
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As eleições municipais de 2016, no Brasil, aconteceram num momento de crise generalizada. Com a economia em retração, o desemprego e a inflação em alta, um profundo desgaste da política institucional e da experiência recente do PT como governo, os resultados eleitorais acabaram premiando, majoritariamente, a direita. Foi o que ocorreu em São Paulo, cidade em que João Dória (PSDB) foi eleito em primeiro turno com 53% dos votos válidos. Empresário, milionário, ex-apresentador de tevê, afilhado político do governador Alckmin, o tucano apresenta suas credenciais na condição de “gestor” do município: privatização dos bens públicos, sucateamento dos serviços, ajuste fiscal, repressão aos movimentos sociais e alinhamento político com Alckmin, Temer e seus asseclas, como Alexandre de Moraes, Ministro da Justiça.

Entretanto, se as eleições apontaram um cenário de dificuldades para o próximo período, também nela se materializaram polos de resistência e se produziram vitórias dos setores progressistas. A polarização política que se abriu a partir de junho de 2013 e o protagonismo crescente de novos movimentos sociais, dos setores da juventude e das mulheres, levou a que figuras públicas renovadas surgissem em diferentes cidades do país, como representantes das “vozes das ruas” e estabelecendo um contraponto radical à forma falida de se fazer política atualmente.

Consideramos a vitória de Sâmia Bomfim, primeira vereadora eleita pelo PSOL em São Paulo e a mais jovem mulher a ocupar o posto na Câmara Municipal da cidade, um exemplo nesse sentido. Ainda mais acompanhada da eleição de outras vereadoras combativas do PSOL em estados como RS, RJ e MG, além do interior de São Paulo, mulheres que já inauguram a construção de uma inédita “Bancada Feminista”.

Sâmia Bomfim tem vinte e sete anos, é formada no curso de Letras na USP, onde iniciou sua militância no movimento estudantil, e há cinco anos é servidora pública na mesma universidade, tendo participado ativamente de greves e do movimento sindical. Ela tornou-se uma das principais lideranças da “Primavera Feminista” que eclodiu no país em 2015 a partir da luta contra Eduardo Cunha e que se expressou em campanhas nas redes e nas ruas antes e depois desse evento. Antes disso, havia sido parte ativa dos levantes em junho de 2013 e de todo tipo de enfrentamento de rua, na cidade e no estado, durante as gestões de Alckmin e Haddad. Como militante do MES e parte de importantes experiências recentes da corrente, como a construção do Juntos! e do Juntas!, Sâmia agora se coloca em condição de ser uma das principais porta-vozes de uma geração de lutadores e lutadoras na maior cidade do país, além de renovar a presença da esquerda socialista e revolucionária no parlamento.

O país em crise e um PSOL que resiste e cresce

É preciso entender o triunfo da eleição de Sâmia no marco da situação política nacional e do desempenho do PSOL. As eleições municipais de 2016 foram as primeiras a ocorrer após os levantes de junho de 2013. Houve um turbilhão de lutas e de fatos políticos, avanços e retrocessos, de lá até agora. Num curto espaço de tempo, tivemos os embates contra a Copa do Mundo em 2014, protagonizados pelo MTST e com peso em São Paulo; levantes contra o aumento das tarifas dos transportes, em 2015 e 2016; o extraordinário ascenso secundarista em 2015; a já referida Primavera das Mulheres, que tomou as ruas e as redes e que segue em curso; inúmeras greves em setores do funcionalismo público, como professores, metrô e universidades; grandes Marchas da Maconha e paradas LGBT; entre diversos exemplos.

Contudo, a dinâmica pós-junho não foi linear e tampouco desenvolvida apenas à esquerda. A direita logrou disputar o imaginário dos protestos e das mobilizações, dirigindo gigantescas marchas de caráter reacionário e desenvolvendo seus próprios “movimentos sociais”, simulacros das ferramentas históricas dos trabalhadores e da juventude, como o MBL e o Vem Pra Rua. No terreno da política, aproveitaram-se da ausência de uma alternativa de esquerda para impor, como resposta à falência do PT, o golpe parlamentar do impeachment, que conduziu ao governo federal os setores mais atrasados e fisiológicos da política nacional, obstinados em implementar medidas brutais de ajustes e retrocessos em direitos, como a recente aprovação da PEC 55 e o início da tramitação da Reforma da Previdência. Conforme avança a Operação Lava Jato, esse mesmo governo tem seu envolvimento nos escândalos de corrupção exposto cotidianamente aos olhos de todo o país, o que aumenta o absurdo da situação e indigna as brasileiras e os brasileiros, já hoje amplamente contrários a Temer e favoráveis a novas eleições gerais.

Diante dessa crise econômica e política, o maior receio da classe dominante é que se produza uma alternativa de esquerda no país. Um polo que possa expressar, na arena política, a efervescência das lutas sociais que não param de se desenvolver. O PSOL, mesmo com suas limitações, é hoje o partido mais credenciado para tal, e por essa razão foi organizada, antes das eleições de 2016, uma reforma eleitoral que atingiu diretamente nosso partido: a maior parte de nossos candidatos e candidatas às prefeituras não tiveram mais de 10 segundos de tempo na televisão, muitos foram excluídos dos debates, e as candidaturas proporcionais contaram com pouquíssimos recursos e oportunidades para divulgação de suas ideias. O regime trabalhou para que não surgissem novas experiências como a de Luciana Genro candidata à presidência em 2014, quando o PSOL ficou em 4º lugar, polarizou os debates na televisão e referenciou um pequeno mas importante setor da sociedade em torno de propostas radicais.

Mas o objetivo geral de apagamento do PSOL da cena política não foi atingido. Essa foi uma importante vitória nas eleições de 2016. Embora a reforma eleitoral tenha limitado um crescimento exponencial, o PSOL preservou seu espaço e até mesmo cresceu. A ida para os segundos turnos no Rio de Janeiro, Belém e Sorocaba, além dos bons desempenhos nos primeiros turnos de cidades como Porto Alegre, foram postos importantes de postulação nacional. E da mesma forma o crescimento da representação legislativa, ainda mais renovando o perfil de nossos parlamentares, com mais lideranças jovens e mulheres. São Paulo, de que falaremos melhor adiante, inscreve-se nesse marco.

A resistência e o crescimento do PSOL só ocorreram por conta da combinação de dois fatores: a referência que o partido criou nos últimos anos de atuação parlamentar ética e combativa; e a sintonia real de nossa militância com os processos vivos de luta e enfrentamento. Em São Paulo, é impossível entender a eleição de Sâmia Bomfim senão considerando sua campanha como expressão das múltiplas lutas citadas acima, de que Sâmia e nosso grupo foram parte. Portanto, da síntese desses elementos queremos construir seu mandato: um mandato-ativista, de combate e denúncia permanente do sistema, de ligação íntima com os interesses dos trabalhadores e dos movimentos sociais, um bastião da organização das mulheres; enfim, um mandato que terá lado definido na luta de classes, como um megafone das lutas do povo.

São Paulo precisa de uma esquerda que não tema dizer o seu nome

O resultado das eleições em São Paulo apresenta ao mesmo tempo lições e desafios para os lutadores da cidade. A avassaladora vitória de Dória se explicou, em parte, pelo “voto útil” que ele logrou receber de muitos que não queriam a reeleição de Haddad e vetaram a ida deste ao segundo turno, votando no tucano. Assim como no marco nacional, o PT saiu derrotado. As regiões periféricas, fiéis historicamente aos petistas, votaram no PSDB. E mesmo o “voto útil” de esquerda, que Haddad em parte atraiu para si na reta final da campanha, foi um tiro que saiu pela culatra, pois, ao impedir a “dispersão” de votos no primeiro turno, acabou favorecendo a vitória de Dória. O que explica esse cenário?

A experiência de quatro anos de uma nova gestão petista na cidade deixou conclusões. Haddad foi eleito em 2012 na campanha mais cara a prefeito de todo o Brasil. No auge de seu prestígio político, Lula escalou o marqueteiro João Santana (hoje preso por envolvimento em corrupção) para vender a imagem de um “Homem Novo” para São Paulo. A “novidade” era construída com base no velho modus operandi petista para eleições: relações promíscuas de financiamento com os setores pesados do empresariado, rebaixamento programático e um plano de governo digno de um partido do sistema, sem nenhuma aliança ou compromisso com os setores populares e com a classe trabalhadora. Um símbolo acabou sendo o aperto de mão entre Haddad e Maluf, intermediado por Lula, no belo jardim da mansão do político do PP, um reconhecido corrupto e “filhote da ditadura” paulistano. Na ocasião, Luiza Erundina, que seria vice de Haddad, em protesto, abandonou a chapa petista.

Nos primeiros anos de gestão, Haddad se alinhou à gestão estadual de Alckmin em múltiplas políticas, como o aumento das tarifas do transporte. Em junho de 2013, o tucano e o petista estiveram juntos em cada passo da batalha dos governantes contra a juventude e o povo que protestava. Viajaram para Paris em meio ao auge dos protestos, construindo a candidatura de São Paulo para a Expo 2020, enquanto o povo na rua era massacrado pela Polícia Militar. Depois, com toda a justiça, foram derrotados.

Apenas diante de uma exponencial queda de popularidade e prevendo dificuldade de reeleição em 2016, Haddad afastou-se ligeiramente de Alckmin e, do meio para o fim da gestão, apostou em medidas pontuais que lhe deram visibilidade, como as ciclovias, as ruas abertas, a valorização do carnaval e das festas de rua e a redução das velocidades na marginal. Se políticas desse perfil, por um lado, lhe renderam a imagem de um prefeito “progressista” em comparação com seus antecessores, os terríveis Serra e Kassab, por outro lado revelaram as próprias limitações do projeto petista. De tal forma enredado nos interesses graúdos dos empresários e mafiosos da cidade, em momento algum a gestão Haddad chegou à raiz dos problemas, muito menos reverteu políticas graves, como a privatização da saúde, a desvalorização do funcionalismo ou a revisão dos contratos dos transportes. Hoje, é curioso notar que o secretário nomeado por Dória para a pasta de “Desestatização e Parcerias” (responsável pelas privatizações), Wilson Poit, trabalhou também na gestão Haddad, por dois anos. Como é sabido, mesmo após junho de 2013, o prefeito aumentou outras duas vezes as tarifas, deixando evidente o contato íntimo entre sua gestão e a máfia dos transportes, intermediado pelo secretário Jilmar Tatto.

Para que seus verdadeiros problemas sejam atacados e a vida do povo melhore, São Paulo precisa de uma esquerda que não tema dizer o seu nome, como diz o livro de Vladimir Safatle. A velha esquerda que se esgotou, que se tornou covarde no alcance da política e arrogante no trato com os movimentos de rua1, já não é mais alternativa, e não podemos permitir que apenas a direita tradicional se apresente como contraponto. Construir uma alternativa de massas dos trabalhadores e do povo de São Paulo é tarefa que deve ser levada adiante ao lado da luta incansável contra o novo prefeito eleito, cujas medidas atacarão frontalmente o povo mais pobre. É uma ofensa à população paulistana — milhões de cidadãs e cidadãos em sua ampla maioria trabalhadores — ser governada por um sujeito que possui, em patrimônio, mais de R$ 160 milhões, que é conhecido como lobista, que propõe uma agenda privatista e austera para acabar com o patrimônio público e destruir os direitos do povo. Se nas eleições Dória iludiu um setor expressivo da sociedade em torno da ideia de “gestor” e de “trabalhador”, muito rapidamente sua máscara deverá cair, e o enfrentamento será acirrado contra suas políticas e as de seus aliados em âmbito estadual e federal.

O momento pede que o PSOL se apresente de forma convicta e ousada, como um partido movimento capaz de dialogar com o sentimento das massas, com os movimentos de rua mais avançados, e de intervir na institucionalidade para lutar contra ela própria, defendendo os interesses do povo. São Paulo seguirá sendo, também, um ponto de referência para as lutas nacionais e espaço privilegiado para que a política de oposição ao governo Temer se desenvolva, por meio do combate combinado ao ajuste e à corrupção e da denúncia da casta política que, com pilares de sustentação no estado e na cidade mais ricas do país, nos governa em nível nacional.

Sâmia Bomfim se credencia para ser uma das principais referências nesse sentido. Como um tribuno do povo na Câmara, ela poderá representar a emergência de uma nova esquerda, avessa aos privilégios e à acomodação parlamentar, e fiel aos movimentos de rua. O potencial para criação de referência em torno de seu nome ficou patente já na semana seguinte à eleição, quando Sâmia esteve na capa dos principais jornais do país, como O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, além de revistas como Carta Capital, Istoé e até mesmo na mídia internacional. Da força de sua figura, que representa um acúmulo e uma luta coletiva, podemos contribuir para a construção de uma alternativa. E nessa empreitada, não partimos do zero, pois levamos em conta o importante legado deixado pela candidatura de Luiza Erundina pelo PSOL em 2016, e o próprio acúmulo histórico de nosso partido em âmbito nacional e local nos últimos dez anos.

Um mandato feminista e classista

Há alguns anos, a pauta de mulheres era considerada uma pauta transversal. Após a Primavera das Mulheres, ela não só ganhou uma certa autonomia como têm de fato atravessado todos os setores mais dinâmicos no país, das lutas secundaristas às lutas populares. Podemos dizer que hoje, a vanguarda que está se forjando nas ruas, além de expressar uma nova geração de jovens, ativistas, trabalhadores, etc., também é uma vanguarda feminista, tanto pela composição quanto por seus ideais. Por isso, é preciso que todos os militantes e ativistas da esquerda revolucionária reflitam o movimento feminista e a organização de mulheres como uma prioridade.

Com a atual conjuntura e a falência do projeto de setores tradicionais do movimento de mulheres, como o PT e PCdoB, cresce a responsabilidade de construirmos na cidade de São Paulo um mandato feminista e classista, mas conectado com o que há de mais renovado e dinâmico na nova vanguarda feminista que vem despontando.

As eleições municipais de 2016 também demonstraram como as mulheres estão cada vez ocupando mais a política institucional. O fenômeno da primavera feminista teve sua expressão eleitoral em todo o país. Diversas candidaturas inspiradas no assenso da luta das mulheres se destacaram, sendo o PSOL o principal partido a apresentar tais candidaturas. Foram 10 mulheres eleitas. Destacamos as companheiras Fernanda Melchionna, do MES, a mais votada de Porto Alegre; Áurea Carolina, do movimento Muitas, a mais votada de BH; Marielle Franco, quinta candidata mais votada do Rio de Janeiro; Mariana Conti, única mulher da Câmara de Campinas; além da Sâmia em São Paulo.

Diante deste fenômeno, apostamos na Bancada Feminista do PSOL como forma de articular estes mandatos, propor projetos de lei e atuação em conjunto, em contraponto às Câmaras e prefeituras alinhadas à direita e a uma política conservadora. Temos muitas possibilidades de impulsionar o PSOL como polo aglutinador do feminismo por meio desta articulação, pois diante da recessão econômica e retirada de direitos sociais, as mulheres devem seguir como o principal setor a protagonizar as mobilizações de rua e as diversas formas de resistência.

Em parceria com o Juntas, nosso mandato deverá ser a ponta de lança das lutas feministas da cidade, mas também elaborar uma politica de enraizamento do feminismo nas periferias e tornar-se um polo de acolhimento de mulheres.

A Primavera Feminista já mostrou em muito o caminho. Agora, é preciso organização e disposição. As mulheres estão cada vez mais na linha de frente. Que sejamos cada vez mais feministas e socialistas!

O já feito e o que será

A extraordinária vitória de Sâmia Bomfim representa o coroamento de uma construção história empreendida pelo MES no Brasil e em São Paulo, construção que agora demonstra força para a luta política. Além de fundadora do PSOL, nossa corrente no último período sustentou leituras a respeito da crise econômica e política mundial e do contexto brasileiro que nos possibilitaram êxitos políticos. Especialmente, ter vislumbrado na juventude um setor prioritário de intervenção nos colocou em condição de intervir bem em junho de 2013 e nos processos que se seguiram, episódios que marcaram a geração de jovens da qual faz parte Sâmia. Na disputa eleitoral, já havíamos apostado em uma candidatura de juventude em 2014, com Thiago Aguiar, e agora, em outro patamar de intervenção, triunfamos.

Em São Paulo, de uma construção originalmente estudantil, estamos expandindo nossa intervenção para outras frentes. Ao passo em que mantemos uma presença importante na Universidade de São Paulo, onde recentemente vencemos as eleições para o Diretório Central dos Estudantes contra uma chapa do PT apoiada excêntrica e melancolicamente pelo ex-presidente Lula, avançamos para setores da classe organizada. Em 2016, elegemos dois companheiros para o Sindicato dos Metroviários e recentemente organizamos chapa de oposição para o Sindicato de Trabalhadores da USP, obtendo expressivo resultado de 30% dos votos contra uma direção encastelada na entidade há décadas. Seguimos colhendo frutos de nossa intervenção decidida na luta secundarista e na primavera feminista, no ano passado. Nosso trabalho popular, consolidado na Zona Sul, está em condições de se ampliar para regiões como Perus, cuja abertura de trabalho ocorreu por meio de secundaristas. A expansão do Juntos! é uma realidade promissora com o Acampamento Internacional e o Congresso da UNE em 2017, bem como a potência da Rede Emancipa, que completará dez anos de existência.

Realizamos nossa Conferência Estadual do MES em 10 e 11 de dezembro para posicionar a corrente diante dos desafios. Sabemos que temos possibilidades e responsabilidades ampliadas. O peso sobressalente de São Paulo na conjuntura nacional faz com que as lutas sociais e políticas daqui reverberem pelo país. É importante mencionar também a implantação da corrente em cidades do interior, como, entre outras, Sorocaba, Campinas, São Carlos, Rio Claro e Ribeirão Preto, e da região metropolitana, como Itapevi, em que obtivemos bons resultados eleitorais.

E na capital sabemos que reside nosso maior desafio. Faremos do mandato de Sâmia Bomfim uma referência para as lutas da cidade, um instrumento para a luta de nossa classe, das mulheres e dos jovens, e também uma plataforma a partir da qual poderá de fortalecer a estratégia da nossa corrente, ampliando nossa coluna de militantes e quadros. Como diz a música, se muito vale o já feito, mais vale o que será.


1 Em recente entrevista para Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo, Haddad voltou a caracterizar os movimentos de junho de 2013 como obra de uma suposta classe média conservadora. A arrogância para com manifestantes foi marca da gestão petista. Entre outros episódios, no início de 2016, quando de um novo aumento na tarifa de ônibus, o prefeito deu a absurda declaração de que, em breve, o Movimento Passe Livre reivindicaria “almoço grátis, jantar grátis, ida para a Disney grátis.” 

Este artigo integra a 3ª edição da Revista Movimento, de out/dez 2016. Confira todos os artigos dessa edição!

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