Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

O PSOL-RJ está com o povo da Venezuela, não com o governo de Maduro

Polêmica: A Executiva Estadual do PSOL-RJ desautoriza a nota da Secretaria de Relações Internacionais do partido em apoio ao governo Maduro.

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A Executiva Estadual do PSOL-RJ recebeu com grande surpresa uma nota emitida ontem pela Secretaria (Nacional) de Relações Internacionais do partido em apoio ao governo da Venezuela, de Nicolás Maduro.

É absurdo que, sem nunca haver incentivado o debate sobre a situação do país vizinho, a direção majoritária do partido emita posição de um setor em nome do conjunto do PSOL. Este método não é o que tem pautado a existência e funcionamento do nosso partido, pelo menos no Rio de Janeiro.

O drama vivido pela Venezuela e seu povo trabalhador é complexo o suficiente para exigir muita seriedade: o desfecho daquela situação terá impacto decisivo sobre como a esquerda é e será vista no mundo inteiro, em particular na América Latina.

Afinal, Nicolás Maduro leva adiante uma política econômica desastrosa e nada “esquerdista”, que cria uma tragédia humanitária em que o povo trabalhador sofre pela falta de alimentos e remédios. Maduro comete, ao mesmo tempo, cada vez mais atrocidades autoritárias, como suspender eleições, impedir legalização de partidos, prender oposicionistas, ordenar repressão brutal de manifestações, com mais de 100 mortos nas ruas desde o início do ano.

Nosso partido não pode apoiar Maduro, assim como tampouco apoia a oposição de direita representada pela Mesa de Unidade Democrática (o MUD), com a qual temos profundas diferenças ideológicas. Somos solidários com a oposição de esquerda da Venezuela que há tempos luta contra um regime autoritário e corrupto, por uma saída verdadeiramente popular e democrática.

Por todas essas razões, o PSOL-RJ se diferencia da direção nacional e sua nota e pretende promover o quanto antes um amplo debate, com movimentos, personalidades e partidos aliados dos trabalhadores, sobre o que se passa na Venezuela.

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Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

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