Doria, 4 reais ninguém suporta!
Imagem do primeiro grande ato contra o aumento da passagem em São Paulo - Cmi São Paulo

Doria, 4 reais ninguém suporta!

Relato do Primeiro Grande Ato contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo.

Alexandre Terini 12 jan 2018, 14:20

O Primeiro Grande Ato organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público nesta quinta-feira, reuniu cerca de 2 mil pessoas e terminou em repressão. Marchamos do Teatro Municipal, passando pela Prefeitura e encerrando no Largo da Concórdia, perto ao metrô Brás.

Gritos, cartazes e faixas criticavam não apenas o aumento mas o corte das linhas de ônibus, assim como as regalias e mentiras de Alckmin e Doria. Doria, além de descumprir a promessa de campanha de que iria congelar a tarifa, diz cinicamente que o aumento é “suportável”, enquanto Alckmin é investigado pelo Ministério Público pelo Cartel do Metrô. Desviam bilhões das obras em favor da mesma máfia empresarial que impõe mais este aumento sobre as costas da população, sobretudo dos trabalhadores pobres de periferia, que não aguentam mais pagar por um transporte precário, lotado e caótico.

O ato seguiu tenso, cercado pela PM de todos os lados pelo Choque e várias viaturas e assim que se encerrou, fecharam a estação Brás e Bresser Mooca, reprimindo (manifestantes ou não) com tiros de bala de borracha, bombas e gás lacrimogênio. Também se feriu um grupo de cinco amigos numa lanchonete da Rua Bresser, alvo de estilhaços de bombas.

Porém, a repressão só demonstra o medo do governo Alckmin e Doria de que a juventude tome as ruas e derrube mais este aumento como em junho de 2013. Nossa luta é por um transporte público, gratuito e de qualidade e pelo direito a cidade! Não nos calarão! Amanhã vai ser maior!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.