Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Doria, 4 reais ninguém suporta!

Relato do Primeiro Grande Ato contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo.

Imagem do primeiro grande ato contra o aumento da passagem em São Paulo - Cmi São Paulo
Imagem do primeiro grande ato contra o aumento da passagem em São Paulo - Cmi São Paulo

O Primeiro Grande Ato organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público nesta quinta-feira, reuniu cerca de 2 mil pessoas e terminou em repressão. Marchamos do Teatro Municipal, passando pela Prefeitura e encerrando no Largo da Concórdia, perto ao metrô Brás.

Gritos, cartazes e faixas criticavam não apenas o aumento mas o corte das linhas de ônibus, assim como as regalias e mentiras de Alckmin e Doria. Doria, além de descumprir a promessa de campanha de que iria congelar a tarifa, diz cinicamente que o aumento é “suportável”, enquanto Alckmin é investigado pelo Ministério Público pelo Cartel do Metrô. Desviam bilhões das obras em favor da mesma máfia empresarial que impõe mais este aumento sobre as costas da população, sobretudo dos trabalhadores pobres de periferia, que não aguentam mais pagar por um transporte precário, lotado e caótico.

O ato seguiu tenso, cercado pela PM de todos os lados pelo Choque e várias viaturas e assim que se encerrou, fecharam a estação Brás e Bresser Mooca, reprimindo (manifestantes ou não) com tiros de bala de borracha, bombas e gás lacrimogênio. Também se feriu um grupo de cinco amigos numa lanchonete da Rua Bresser, alvo de estilhaços de bombas.

Porém, a repressão só demonstra o medo do governo Alckmin e Doria de que a juventude tome as ruas e derrube mais este aumento como em junho de 2013. Nossa luta é por um transporte público, gratuito e de qualidade e pelo direito a cidade! Não nos calarão! Amanhã vai ser maior!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

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