Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

ARQUIVO: Moção de repúdio à vinda de George Bush ao Brasil

Em março de 2007, a então deputada manifestava repúdio à vinda do ianque ao Brasil, declarando-o como “persona non grata” no país.

Bush e Lula se abraçam durante visita do então presidente estadunidense ao país - Jason Reed/Reuters
Bush e Lula se abraçam durante visita do então presidente estadunidense ao país - Jason Reed/Reuters

Moção de repúdio à vinda de George Bush ao Brasil (2007) apresentada pela deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS) na Comissão de Relações Exteriores

Nós, parlamentares da Câmara dos Deputados da República Federativa do Brasil,

Considerando que:

– Não queremos em nosso país o senhor das guerras, do imperialismo genocida, das ocupações sangrentas, da opressão aos povos;

– Não queremos receber o assassino do povo iraquiano e afegão;

– Não queremos entre nós o símbolo maior da destruição do planeta, ameaça real ao futuro da humanidade;

– Não concordamos com bases militares estadunidenses no nosso continente, monitorando os nossos governos e nossas riquezas naturais como o Aqüífero Guarani e a Floresta amazônica;

– Não aceitamos nos submeter ao saque imposto por Bush aos povos da América com sua política neoliberal, tragicamente implementada pelos governos subservientes da região;

– Não compactuamos com política genocida da Casa Branca que tem como consequência o recrudescimento da miséria em escala mundial, a degradação ambiental ostensiva e a constante ameaça à soberania dos povos – tanto por meio da intervenção militar quanto por meio da cobrança de dívidas;

– Não damos boas-vindas ao promotor do terrorismo de Estado e do bloqueio econômico a Cuba;

Repudiamos a vinda do presidente George Bush ao país em março de 2007, e o declaramos “persona non grata” no Brasil.

Sala da Comissão, de março de 2007.

Deputada Luciana Genro

PSOL/RS

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

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