Insatisfação e revolta nos últimos dias de Beto Richa à frente do Governo do Paraná
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Insatisfação e revolta nos últimos dias de Beto Richa à frente do Governo do Paraná

A comunidade acadêmica denunciou a falta de recursos para necessidades básicas e a falta de concurso público para contratações.

Luciano Palagano 4 abr 2018, 18:21

Nesta terça-feira (3), atos em defesa das universidades públicas parananenses ocorreram por todo Estado. A comunidade acadêmica denunciou a falta de recursos para necessidades básicas, como limpeza e materiais de expediente e de laboratório, e a falta de concurso público para contratação de professores e agentes universitários. Situação que coloca em risco o funcionamento das instituições de ensino.

O protesto estatual em defesa das universidades estaduais também ocorreu no Campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) de Marechal Cândido Rondon. Professores, agentes universitários e estudantes entregaram panfletos e conversaram com moradores da cidade sobre a situação da Universidade.

De acordo com Rodrigo Paziani, professor do Colegiado de História e membro da direção do Sindicato de Docentes da Unioeste (Adunioeste), o quadro é tão crítico que o próprio campus corre risco de fechar as portas por falta de verba.

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), para 2018 o governo estadual previu 52,32% a menos de recursos para Unioeste em relação ao orçamento executado em 2014. O sindicato afirma que o quadro não é diferente em relação às demais universidades estaduais.

“O atual governador do Estado Paraná, Beto Richa (PSDB), ao se afastar do cargo para participar do pleito eleitoral deste ano, deixa uma ‘herança maldita’ para o ensino superior público paranaense”, afirma Paziani. Segundo ele, o último concurso na Unioeste foi há mais de dez anos e o Restaurante Universitário do campus de Marechal Cândido Rondon tem recursos para funcionar somente até o mês de maio.

Em nota, o Sinteoeste alerta que a Unioeste corre o risco de suspender suas atividades letivas e a assistência aos pacientes, no Hospital Universitário, poderá ser comprometida.

Artigo originalmente publicado no Brasil de Fato Paraná.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.