Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Insatisfação e revolta nos últimos dias de Beto Richa à frente do Governo do Paraná

A comunidade acadêmica denunciou a falta de recursos para necessidades básicas e a falta de concurso público para contratações.

Reprodução Facebook.
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Nesta terça-feira (3), atos em defesa das universidades públicas parananenses ocorreram por todo Estado. A comunidade acadêmica denunciou a falta de recursos para necessidades básicas, como limpeza e materiais de expediente e de laboratório, e a falta de concurso público para contratação de professores e agentes universitários. Situação que coloca em risco o funcionamento das instituições de ensino.

O protesto estatual em defesa das universidades estaduais também ocorreu no Campus da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) de Marechal Cândido Rondon. Professores, agentes universitários e estudantes entregaram panfletos e conversaram com moradores da cidade sobre a situação da Universidade.

De acordo com Rodrigo Paziani, professor do Colegiado de História e membro da direção do Sindicato de Docentes da Unioeste (Adunioeste), o quadro é tão crítico que o próprio campus corre risco de fechar as portas por falta de verba.

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino Superior do Oeste do Paraná (Sinteoeste), para 2018 o governo estadual previu 52,32% a menos de recursos para Unioeste em relação ao orçamento executado em 2014. O sindicato afirma que o quadro não é diferente em relação às demais universidades estaduais.

“O atual governador do Estado Paraná, Beto Richa (PSDB), ao se afastar do cargo para participar do pleito eleitoral deste ano, deixa uma ‘herança maldita’ para o ensino superior público paranaense”, afirma Paziani. Segundo ele, o último concurso na Unioeste foi há mais de dez anos e o Restaurante Universitário do campus de Marechal Cândido Rondon tem recursos para funcionar somente até o mês de maio.

Em nota, o Sinteoeste alerta que a Unioeste corre o risco de suspender suas atividades letivas e a assistência aos pacientes, no Hospital Universitário, poderá ser comprometida.

Artigo originalmente publicado no Brasil de Fato Paraná.

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Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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