Marisa Matias acusa Macron de agir como “um pequeno Napoleão”
Reprodução.

Marisa Matias acusa Macron de agir como “um pequeno Napoleão”

A eurodeputada do Bloco de Esquerda ataca Macron sobre qual sua concepção de “democracia” após os ataques imperialistas na Síria.

Marisa Matias 19 abr 2018, 19:28

“Senhor Macron, o senhor apresentou-se aqui como Presidente de França, mas na realidade parece pensar que é um pequeno Napoleão. É que veio fazer uma declaração de amor à democracia, disse mesmo que a democracia não é uma palavra oca, e eu pergunto-lhe: que democracia? A democracia que decidiu executar há menos de uma semana, quando unilateralmente com [Donald] Trump e [Theresa] May avançou para um ataque sobre a Síria sem consultar rigorosamente ninguém?”, questionou Marisa Matias no debate no Parlamento Europeu sobre o “Futuro da Europa” com o presidente francês, Emmanuel Macron.

“A sua conceção de democracia não tem cidadãos? Não tem parlamentos? Não ouviu sequer a assembleia francesa? Ridicularizou as instituições europeias. É essa a sua conceção de democracia? Senhor Presidente, a sua conceção de democracia não é oca, é inexistente. A sua conceção de democracia é napoleónica. E nós queremos uma democracia completa”, acrescentou Marisa Matias.

De acordo com a dirigente do Bloco de Esquerda, se Macron “quer paz no Médio Oriente, tem um bom remédio”: “Pare de vender armas. Está numa ótima posição para fazê-lo”, rematou a eurodeputada bloquista.

Durante a sua intervenção, o presidente francês reforçou que a operação militar na Síria, levada a cabo no passado sábado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido, foi legítima, não sendo comparável às intervenções em países com o Iraque e Líbia.

“Tínhamos o dever de intervir para defender os nossos valores”, vincou.

Reprodução de esquerda.net.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.