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Metroviários de SP são readmitidos e Governo PSDB se desmoraliza

Na noite desta quinta, Metrô e o Governo PSDB admitiram sua derrota e formalizaram acordo para a reintegração dos funcionários demitidos na greve de 2014.

FÁBIO NASI/FRAME/FOLHAPRESS
FÁBIO NASI/FRAME/FOLHAPRESS

Os Metroviários de São Paulo tiveram uma importante vitória! Na noite desta quinta, 12/04, o Metrô e o Governo PSDB admitiram sua derrota e formalizaram acordo para a reintegração de todos os 37 funcionários demitidos na greve de 2014.
Esta vitória é carregada de simbolismos: a greve de 2014 foi uma das mais fortes da categoria, durou 5 dias e foi marcada por muita organização dos trabalhadores e muita repressão por parte da Polícia Militar nos piquetes realizados.

A demissão destes companheiros foi completamente ilegal, baseada em falsas alegações de depredação e vandalismo e representou uma grande perseguição – parte dos demitidos eram diretores do sindical ou cipistas (portando, tinham estabilidade).

A batalha jurídica que se deu posteriormente confirmou o apelo destes companheiros – foram duas instâncias vencidas. Mesmo assim, o governo tratou a demissão como uma questão política porque sabia que isto teria um potencial gigante para a luta dos metroviários.

O que garantiu esta reintegração foi a força que a categoria demonstrou ao se manter unificada e tocar as lutas sem baixar a cabeça. Mesmo com a derrota das demissões, continuou a batalha e realizou outras greves gerais, além de ainda, com um exemplo ímpar de solidariedade, aumentar sua contribuição mensal ao sindicato para custear os salários de nossos ativistas demitidos, compreendendo esses lutadores e lutadoras como parte fundamental de nosso corpo de funcionários.

Os Metroviários ainda sofrem os diversos ataques empreendidos pela retirada de direitos a nível nacional e estadual. Neste momento, inclusive, se encontram em plena campanha salarial. Mas esta vitória nos dá ainda mais força para continuar a lutar com a certeza que com unidade e organização, tudo poderá ser conquistado!

Não tem arrego! Ninguém fica para trás!

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Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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