Metroviários de SP são readmitidos e Governo PSDB se desmoraliza
FÁBIO NASI/FRAME/FOLHAPRESS

Metroviários de SP são readmitidos e Governo PSDB se desmoraliza

Na noite desta quinta, Metrô e o Governo PSDB admitiram sua derrota e formalizaram acordo para a reintegração dos funcionários demitidos na greve de 2014.

Ana Cláudia Borguin 14 abr 2018, 12:54

Os Metroviários de São Paulo tiveram uma importante vitória! Na noite desta quinta, 12/04, o Metrô e o Governo PSDB admitiram sua derrota e formalizaram acordo para a reintegração de todos os 37 funcionários demitidos na greve de 2014.
Esta vitória é carregada de simbolismos: a greve de 2014 foi uma das mais fortes da categoria, durou 5 dias e foi marcada por muita organização dos trabalhadores e muita repressão por parte da Polícia Militar nos piquetes realizados.

A demissão destes companheiros foi completamente ilegal, baseada em falsas alegações de depredação e vandalismo e representou uma grande perseguição – parte dos demitidos eram diretores do sindical ou cipistas (portando, tinham estabilidade).

A batalha jurídica que se deu posteriormente confirmou o apelo destes companheiros – foram duas instâncias vencidas. Mesmo assim, o governo tratou a demissão como uma questão política porque sabia que isto teria um potencial gigante para a luta dos metroviários.

O que garantiu esta reintegração foi a força que a categoria demonstrou ao se manter unificada e tocar as lutas sem baixar a cabeça. Mesmo com a derrota das demissões, continuou a batalha e realizou outras greves gerais, além de ainda, com um exemplo ímpar de solidariedade, aumentar sua contribuição mensal ao sindicato para custear os salários de nossos ativistas demitidos, compreendendo esses lutadores e lutadoras como parte fundamental de nosso corpo de funcionários.

Os Metroviários ainda sofrem os diversos ataques empreendidos pela retirada de direitos a nível nacional e estadual. Neste momento, inclusive, se encontram em plena campanha salarial. Mas esta vitória nos dá ainda mais força para continuar a lutar com a certeza que com unidade e organização, tudo poderá ser conquistado!

Não tem arrego! Ninguém fica para trás!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.