Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Israel: não em meu nome

Como um povo com uma história tão bonita de luta pode cometer as mesmas atrocidades que seus inimigos cometeram no passado?

Palestina durante manifestações em Gaza no último dia 14 - Khalil Hamra
Palestina durante manifestações em Gaza no último dia 14 - Khalil Hamra

Na última segunda feira (14/05) o Estado de Israel massacrou mais uma vez manifestantes palestinos na fronteira de Gaza quando milhares foram às ruas contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalem. Hoje fazem 70 anos da criação do Estado de Israel que expulsou milhares de trabalhadores e trabalhadoras de suas terras (Nakba) e vem desde então cometendo um dos maiores genocídios da história. Hoje em dia milhões de palestinos vivem em campos de refugiados lutando pelo direito a sobrevivência e a uma vida digna. Ao mesmo tempo mais de um milhão de palestinos vivem dentro do estado de Israel como cidadãos de segunda classe.

É incrivelmente triste ver um povo com uma história tão bonita de luta cometer as mesmas atrocidades que nossos inimigos cometeram no passado. Conhecer as condições de vida dos palestinos refugiados é lembrar dos campos de concentração na Alemanha e da escravidão a qual fomos submetidos no Egito. Eu não vou admitir que façam a ninguém o que foi feito com a minha família. Reconheço na minha história homens e mulheres que lutaram até o fim pela liberdade humana, como aqueles que se levantaram no gueto de Varsóvia, Trotsky e Rosa Luxemburgo.

Precisamos nos posicionar contra o estado genocida de Israel e o imperialismo americano, por um estado que não seja definido por etnias ou religião. Todo apoio a luta dos árabes israelenses e do povo palestino.

#LiberdadeàPalestina

#NãoEmMeuNome

#NãoMeRepresenta

Artigo originalmente publicado em juntos.org.br.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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