Israel: não em meu nome
Palestina durante manifestações em Gaza no último dia 14 - Khalil Hamra

Israel: não em meu nome

Como um povo com uma história tão bonita de luta pode cometer as mesmas atrocidades que seus inimigos cometeram no passado?

Adriana Herz 15 maio 2018, 17:37

Na última segunda feira (14/05) o Estado de Israel massacrou mais uma vez manifestantes palestinos na fronteira de Gaza quando milhares foram às ruas contra a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalem. Hoje fazem 70 anos da criação do Estado de Israel que expulsou milhares de trabalhadores e trabalhadoras de suas terras (Nakba) e vem desde então cometendo um dos maiores genocídios da história. Hoje em dia milhões de palestinos vivem em campos de refugiados lutando pelo direito a sobrevivência e a uma vida digna. Ao mesmo tempo mais de um milhão de palestinos vivem dentro do estado de Israel como cidadãos de segunda classe.

É incrivelmente triste ver um povo com uma história tão bonita de luta cometer as mesmas atrocidades que nossos inimigos cometeram no passado. Conhecer as condições de vida dos palestinos refugiados é lembrar dos campos de concentração na Alemanha e da escravidão a qual fomos submetidos no Egito. Eu não vou admitir que façam a ninguém o que foi feito com a minha família. Reconheço na minha história homens e mulheres que lutaram até o fim pela liberdade humana, como aqueles que se levantaram no gueto de Varsóvia, Trotsky e Rosa Luxemburgo.

Precisamos nos posicionar contra o estado genocida de Israel e o imperialismo americano, por um estado que não seja definido por etnias ou religião. Todo apoio a luta dos árabes israelenses e do povo palestino.

#LiberdadeàPalestina

#NãoEmMeuNome

#NãoMeRepresenta

Artigo originalmente publicado em juntos.org.br.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.