Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Repudiamos o atentado de 4 de agosto

Marea Socialista condena e repudia o atentado denunciado pelo governo nacional contra a pessoa do presidente Nicolás Maduro.

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Marea Socialista condena e repudia o atentado denunciado pelo governo nacional contra a pessoa do presidente Nicolás Maduro. Pensamos que a consumação de atos terroristas só busca e pode trazer mais caos e violência para a população e para o país. As consequências que podem sobrevir a intentonas como esta, longe de propiciar soluções para a situação de crise e autoritarismo que sofre o povo, o que podem trazer é mais padecimentos, mais restrições às liberdades democráticas e mais repressão.

Ainda que tenham transcorrido muito poucas horas e as investigações estejam no início, o ministro Jorge Rodríguez e o próprio Maduro responsabilizaram setores da direita e da ultra-direita venezuelana e colombiana, nomeando especificamente o presidente Juan Manuel Santos, prestes a terminar o mandato. Rechaçamos qualquer “saída” antidemocrática e violenta que possa ser urdida dentro do país ou desde o exterior.

Não nos estranha nem descartamos que setores da direita nacional e internacional possam estar atrás de planos que apelem uma vez mais ao terrorismo, que já o fizeram durante toda sua trajetória golpista. Marea Socialista esteve sempre na primeira linha contra este proceder, em sua defesa da revolução bolivariana genuína, da democracia e da Constituição de 1999, nesses momentos históricos. Em todas as conjunturas também nos opusemos resolutamente a qualquer tipo de intervenção estrangeira nos assuntos internos de nossa Nação, concertada entre setores da direita opositora nacional e internacional.

Indubitavelmente, ações deste tipo não podem ficar na impunidade, mas ao mesmo tempo, devemos estar alertas e dispostos a combater qualquer aproveitamento da situação para impor mais sacrifícios ao povo venezuelano, como os que puderam desencadear-se com as medidas econômicas previstas pelo governo a partir de 20 de agosto, para cuja dura aplicação o governo necessita fazer mais férreo seu controle social e cortar ainda mais os direitos democráticos para evitar toda resistência popular.

O governo deve dar todos os detalhes e apresentar claras evidências do atentado, de tudo o que incrimine a sues supostos autores, para não deixar dúvidas em relação a possíveis manipulações, já que ainda faltam imagens e mostras dos efeitos, correram distintas versões e supostas evidências nas redes sociais. Somente uma investigação independente, profissional e participativa pode assegurar a veracidade dos fatos e descartar qualquer versão manipulada.

Assim como repudiamos ações como as deste 4 de agosto, ao mesmo tempo exigimos que cessem os atentados do governo e da burocracia contra o povo venezuelano, contra suas condições de vida e contra seus direitos humanos e democráticos.

Exigimos que não se utilizem estes fatos para criminalizar as lutas sociais e protestos democráticos de setores da classe trabalhadora e o povo, que nada têm a ver com atos terroristas contra o governo nacional, pois as exigências do povo são um direito democrático irrenunciável ante as condições de vida impostas pelo governo, as quais pretende aprofundar com as medidas econômicas que tem previsto executar.

Da mesma maneira que repudiamos, veementemente, o atentado contra o Presidente Maduro, também rechaçamos o terror que é imposto à classe trabalhadora, através de salários que nos empurram à miséria. As políticas disseminadoras da fome aplicadas e a indiferença ante as reclamações dos trabalhadores, que não podem obter pão para seus filhos, representam ações equivalentes a um terrorismo massivo. A perda absoluta do valor do salário, a chantagem contra os que lutam, assim como as retaliações, os demitidos indiretos, a impossibilidade de adquirir alimentos e remédios, é algo que também atenta contra a vida dos trabalhadores e suas famílias.

Nos opomos aos desvios contrarrevolucionários e antidemocráticas do governo de Nicolás Maduro, mas de maneira taxante reiteramos:

Nem terrorismo nem intervenção estrangeira! Rechaçamos qualquer tipo de atentados contra qualquer setor! Exigimos informação clara e uma investigação independente. Advertimos contra qualquer tentativa de aproveitar a situação para aprofundar a aplicação do pacote antipopular ou para reforçar o autoritarismo e a violação de direitos democráticos. Reclamamos a vigência plena a Constituição da República Bolivariana da Venezuela e defendemos a busca de soluções anticapitalistas através da luta democrática do povo venezuelano.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho

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