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Alemanha: 240 mil em manifestação contra a extrema-direita

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se neste sábado em Berlim.

Reprodução Twitter
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Segundo os organizadores, na manifestação participaram cerca de 240 mil pessoas, noticia a “Deutsche Welle”.

A ação foi convocada pela aliança #Unteilbar (que em alemão significa indivisível ou todos juntos) e foi apoiada por numerosas organizações, associações, partidos e personalidades alemãs.

Entre os objetivos da iniciativa estava o alerta para o ascenso da extrema-direita, o combate à discriminação racial e a xenofobia, o protesto contra a morte de imigrantes no Mediterrâneo e os cortes nas políticas sociais. Na página oficial da organização que convocou a manifestação sublinha-se que a ação é contra “todas as formas de ódio e discriminação, confrontando o racismo para com os muçulmanos, os ciganos, o antissemitismo, o antifeminismo, e a fobia LGBTQ”.

A ação teve início na praça Alexanderplatz, prosseguiu pelas ruas e praças do centro de Berlim e encerrou com intervenções políticas e um espetáculo musical na Coluna da Vitória.

A manifestação foi apoiada pela Amnistia Internacional, pelo Conselho Central dos Muçulmanos, pelos partidos Die Linke, Partido Social-Democrata e Verdes. O grupo de rock Die Ärzte e o cantor pop Herbert Grönemeyer atuaram no encerramento.

Em declarações à Lusa antes da ação, Anna Spangenberg, porta-voz da organização, afirmou esperar que esta manifestação “contra a extrema-direita e a favor de uma sociedade solidária e aberta, seja a maior do ano em Berlim”.

Artigo originalmente publicado no Esquerda.net.

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Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

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