Alemanha: 240 mil em manifestação contra a extrema-direita
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Alemanha: 240 mil em manifestação contra a extrema-direita

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se neste sábado em Berlim.

Esquerda.net 18 out 2018, 13:49

Segundo os organizadores, na manifestação participaram cerca de 240 mil pessoas, noticia a “Deutsche Welle”.

A ação foi convocada pela aliança #Unteilbar (que em alemão significa indivisível ou todos juntos) e foi apoiada por numerosas organizações, associações, partidos e personalidades alemãs.

Entre os objetivos da iniciativa estava o alerta para o ascenso da extrema-direita, o combate à discriminação racial e a xenofobia, o protesto contra a morte de imigrantes no Mediterrâneo e os cortes nas políticas sociais. Na página oficial da organização que convocou a manifestação sublinha-se que a ação é contra “todas as formas de ódio e discriminação, confrontando o racismo para com os muçulmanos, os ciganos, o antissemitismo, o antifeminismo, e a fobia LGBTQ”.

A ação teve início na praça Alexanderplatz, prosseguiu pelas ruas e praças do centro de Berlim e encerrou com intervenções políticas e um espetáculo musical na Coluna da Vitória.

A manifestação foi apoiada pela Amnistia Internacional, pelo Conselho Central dos Muçulmanos, pelos partidos Die Linke, Partido Social-Democrata e Verdes. O grupo de rock Die Ärzte e o cantor pop Herbert Grönemeyer atuaram no encerramento.

Em declarações à Lusa antes da ação, Anna Spangenberg, porta-voz da organização, afirmou esperar que esta manifestação “contra a extrema-direita e a favor de uma sociedade solidária e aberta, seja a maior do ano em Berlim”.

Artigo originalmente publicado no Esquerda.net.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.