Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Ele não! Ditadura nunca mais! Derrotar Bolsonaro nas urnas e nas ruas!

O MES/PSOL gira a totalidade de suas forças para a tarefa de derrotar Bolsonaro e barrar o protofascismo em desenvolvimento no Brasil, votando por Haddad presidente 13 no segundo turno.

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O Movimento Esquerda Socialista, corrente interna do PSOL, gira a totalidade de suas forças e de seu acúmulo político e social, neste segundo turno, para a tarefa de derrotar Bolsonaro e barrar o protofascismo em desenvolvimento no Brasil, votando por Haddad presidente 13.

Nossa corrente tem absoluta independência do PT, partido que não apoiamos. Contudo, os motivos para barrar Bolsonaro se sobrepõem a quaisquer outros. Destacamos, entre eles:

– Bolsonaro defende a implantação de uma ditadura contra o povo no Brasil. Por motivos óbvios ele não o admite em sua campanha, mas abundam declarações nesse sentido em seu histórico e no de seu vice;

– Bolsonaro tem um programa econômico para vender o Brasil e destruir os direitos dos trabalhadores. Embora finja levantar a bandeira do nacionalismo, Bolsonaro quer vender o país para o imperialismo e aprovar medidas como a Reforma da Previdência, o fim do 13° e das férias e outras atrocidades. Seu ministro da economia, Paulo Guedes, que viveu mais tempo nos EUA do que no Brasil, afirma que pretende privatizar todas as estatais e serviços públicos. Seu vice, General Mourão, quer acabar com o 13° salário e o adicional de férias dos trabalhadores. Como deputado, Bolsonaro já votou contra a Lei das Domésticas, ao passo que deu voto favorável à Reforma Trabalhista;

– Bolsonaro é a continuidade da corrupção, aliada à violência. Como deputado, Bolsonaro nunca combateu os privilégios da casta política. Já declarou sua admiração por Eduardo Cunha, o maior gângster do país. Agora, em sua base de sustentação, já estão se somando todos os velhos políticos corruptos de sempre, interessados em continuar roubando os brasileiros, mas desta vez por meio de um regime político autoritário em que tenham poderes para matar e calar os opositores;

– Bolsonaro é aumento da violência e da insegurança nas favelas e periferias. Com apoio daqueles que comemoram a morte de Marielle Franco e dos setores mais suspeitos de terem cometido seu assassinato, o projeto de Bolsonaro não quer de fato resolver o grave problema da insegurança no país, mas sim generalizar a violência, a insegurança e a matança do povo pobre e trabalhador pelos aparelhos repressores do Estado e por suas ramificações em milícias e máfias.

Enfatizamos, também, a importância de sair às ruas e de impulsionar novas manifestações de massa como as realizadas em 29 de setembro. Para nós, as mulheres e os segmentos democráticos da classe trabalhadora têm sido vanguarda deste processo de luta.

Toda a militância do MES/PSOL está orientada a ser parte e a impulsionar iniciativas e articulações para derrotar Bolsonaro nos bairros, fábricas, locais de trabalho, universidades, escolas, parlamentos e também redes sociais. Da mesma forma atuarão nossas parlamentares eleitas nacionalmente, Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim, e nas bancadas estaduais, como Luciana Genro e Sandro Pimentel. Queremos multiplicar por todo o país e pela base a construção de comitês #elenão e participar de todas as iniciativas de frente única. A disputa pela base, batendo porta em porta das casas dos brasileiros, disputando nos grupos de whatsapp, construindo comitês auto-organizados: esta é a chance de nossa vitória!

– Ele não!
– Ditadura nunca mais!
– Bolsonaro quer vender o país e acabar com nossos direitos!
– Bolsonaro é mais violência e corrupção
– No segundo turno, vote 13.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho

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