Manifesto internacional contra o fascismo no Brasil
Reprodução

Manifesto internacional contra o fascismo no Brasil

Congressistas europeus expressam seu repúdio ao candidato Jair Bolsonaro.

Eurodeputados 24 out 2018, 17:44

Nós, mulheres e homens de várias partes do mundo comprometidos com a Democracia e os Direitos Humanos, expressamos o mais profundo repúdio ao candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que disputa o segundo turno da eleição presidencial no Brasil no próximo 28 de outubro.

As posições que o candidato tem sustentado ao longo de sua vida pública e nesta campanha eleitoral são calcadas em valores xenófobos, racistas, misóginos e homofóbicos.

O candidato de extrema-direita defende abertamente os métodos violentos utilizados pelas ditaduras militares, inclusive torturas e assassinatos.

Tais posições atentam contra uma sociedade livre, tolerante e socialmente justa.

A decisão que o povo brasileiro tomará no segundo turno das eleições presidenciais constituirá uma escolha de transcendental importância entre a liberdade e o pluralismo e o obscurantismo autoritário, com impactos duradouros não só para o Brasil mas para toda a América Latina e Caribe e o mundo.

Conclamamos as brasileiras e brasileiros a refletirem sobre a gravidade deste momento histórico.

Entre a democracia e o fascismo não pode haver neutralidade!

Eurodeputados que assinam:

Ana Miranda – Espanha
Ángela Vallina – Espanha
Bárbara Spinelli – Itália
Cornelia Ernst – Alemanha
Nikolaos Chountis – Grécia
Dimitrios Papadimoulis – Grécia
Estefania Torres – Espanha
Eleonora Forenza – Itália
Georgi Pirinski – Bulgária
Gabriele Zimmer – Alemanha
Javier Couso – Espanha
João Ferreira – Portugal
João Pimenta Lopes – Portugal
Jude Kyrton-Darling – Reino Unido
Julie Ward – Reino Unido
Katerina Konecna – República Checa
Kostadisnka Kuneva – Grécia
Liadh Ní Riada – Irlanda
Lynn Boylan – Irlanda
Luke “Ming” Flanigan – Irlanda
Lola Sánchez – Espanha
Martina Anderson – Irlanda
Martin Schirdewan – Alemanha
Matt Carthy – Irlanda
Marisa Matias – Portugal
Marina Albiol ­- Espanha
Maria Lídia Senra Rodriguez – Espanha
Marie Pierre Vieu – França
Miguel Urbán – Espanha
Miguel Viegas – Portugal
Merja Kyllonen – Filândia
Malin Bjork – Suécia
Neoklis Sylikiotis – Chipre
Paloma Lopez – Espanha
Parick Le Hyaric – França
Rina Ronja Kari – Dinamarca
Roberto Gualtieri – Itália
Ramón Jáuregui Atondo – Espanha
Sabine Lösing – Alemanha
Sofia Sakorafa – Grécia
Stefan Eck – Alemanha
Stelios Kouloglou – Grécia
Takis Hadjigeorgiou – Chipre
Tania Gonzalez – Espanha
Xabier Benito – Espanha


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.