Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Nenhum voto em Dória: é preciso derrotar Bolsonaro e seus aliados

No segundo turno a tarefa central é derrotar o protofascismo articulado na candidatura de Bolsonaro e João Doria, seu aliado.

O PSOL saí vitorioso dessas eleições, elegemos em SP 3 deputadas e deputados federais, 4 deputados e deputadas estaduais, nossa candidata ao governo, Professora Lisete, obteve mais de 500 mil votos. Nossos candidatos ao senado, Silvia Ferraro e Daniel Cara obtiveram juntos quase 1 milhão de votos. Em nível nacional, superamos a cláusula de barreira, com 2783019 votos, um crescimento de 60%, 2,83% dos votos em todo o país.

Enfrentamos mais uma vez uma disputa extremamente difícil e desigual. A redução drástica do nosso tempo de TV, uma campanha mais curta, o boicote da grande mídia e a onda conservadora que tomou conta do país. Crescer nesta conjuntura mostra que o PSOL está no caminho certo, que nos consolidamos cada vez como uma alternativa democrática, socialista e de massas.

Agora no 2º turno a tarefa central é derrotar o protofascismo articulado na candidatura de Bolsonaro. No estado de São Paulo, trata-se de também derrotar seu aliado, João Doria, não podemos aceitar que esse lobista, disfarçado de gestor, chegue ao governo de SP. A população tem uma oportunidade histórica de abreviar a carreira política de João Doria, já que ele renunciou à prefeitura, abandonando seu mandato, não será prefeito nem governador.

Doria representa o que há de mais atrasado e reacionário na política, não à toa é aliado de Bolsonaro em SP. Sua política privatista, seu desprezo à organização popular, sua proposta de uma política de segurança ainda mais truculenta, seu governo voltado para os interesses pessoais e de seu grupo de amigos empresários, deixa claro os riscos de retrocessos caso ele chegue ao governo. Derrotá-lo é uma tarefa central de todos os que lutam por democracia, defendem a valorização da política como um meio de participação popular e são contra à criminalização dos movimentos sociais e que os mais pobres e a periferia sejam vítimas de mais violência.

Diante desse quadro, o PSOL recomenda, aos seus eleitores, simpatizantes e filiados derrotar os protos fascistas e seus aliados aqui em SP.

Seguimos a orientação da Direção Nacional do PSOL de constituir comitês amplos pelo #EleNão, aliando aqui em São Paulo a campanha Doria também não. Em nivel nacional nosso voto é por Haddad e Manuela para derrotar o fascismo, em SP, nenhum voto em Doria.

Continuaremos nas ruas, juntos, sem medo de mudar SP, sem medo de mudar o Brasil!

São Paulo, 11 de outubro de 2018

Originalmente publicada no Facebook do PSOL/SP.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

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