Nenhum voto em Dória: é preciso derrotar Bolsonaro e seus aliados

Nenhum voto em Dória: é preciso derrotar Bolsonaro e seus aliados

No segundo turno a tarefa central é derrotar o protofascismo articulado na candidatura de Bolsonaro e João Doria, seu aliado.

Executiva Estadual do PSOL/SP 16 out 2018, 13:28

O PSOL saí vitorioso dessas eleições, elegemos em SP 3 deputadas e deputados federais, 4 deputados e deputadas estaduais, nossa candidata ao governo, Professora Lisete, obteve mais de 500 mil votos. Nossos candidatos ao senado, Silvia Ferraro e Daniel Cara obtiveram juntos quase 1 milhão de votos. Em nível nacional, superamos a cláusula de barreira, com 2783019 votos, um crescimento de 60%, 2,83% dos votos em todo o país.

Enfrentamos mais uma vez uma disputa extremamente difícil e desigual. A redução drástica do nosso tempo de TV, uma campanha mais curta, o boicote da grande mídia e a onda conservadora que tomou conta do país. Crescer nesta conjuntura mostra que o PSOL está no caminho certo, que nos consolidamos cada vez como uma alternativa democrática, socialista e de massas.

Agora no 2º turno a tarefa central é derrotar o protofascismo articulado na candidatura de Bolsonaro. No estado de São Paulo, trata-se de também derrotar seu aliado, João Doria, não podemos aceitar que esse lobista, disfarçado de gestor, chegue ao governo de SP. A população tem uma oportunidade histórica de abreviar a carreira política de João Doria, já que ele renunciou à prefeitura, abandonando seu mandato, não será prefeito nem governador.

Doria representa o que há de mais atrasado e reacionário na política, não à toa é aliado de Bolsonaro em SP. Sua política privatista, seu desprezo à organização popular, sua proposta de uma política de segurança ainda mais truculenta, seu governo voltado para os interesses pessoais e de seu grupo de amigos empresários, deixa claro os riscos de retrocessos caso ele chegue ao governo. Derrotá-lo é uma tarefa central de todos os que lutam por democracia, defendem a valorização da política como um meio de participação popular e são contra à criminalização dos movimentos sociais e que os mais pobres e a periferia sejam vítimas de mais violência.

Diante desse quadro, o PSOL recomenda, aos seus eleitores, simpatizantes e filiados derrotar os protos fascistas e seus aliados aqui em SP.

Seguimos a orientação da Direção Nacional do PSOL de constituir comitês amplos pelo #EleNão, aliando aqui em São Paulo a campanha Doria também não. Em nivel nacional nosso voto é por Haddad e Manuela para derrotar o fascismo, em SP, nenhum voto em Doria.

Continuaremos nas ruas, juntos, sem medo de mudar SP, sem medo de mudar o Brasil!

São Paulo, 11 de outubro de 2018

Originalmente publicada no Facebook do PSOL/SP.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.