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Deputada curda Leyla Güven entrou em coma

Deputada do HDP da Turquia está há mais de 70 dias em greve de fome.

Reprodução
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A curda Leyla Güven é deputada do partido de esquerda pró-curdo Partido Democrático do Povo (HDP) e iniciou a greve de fome a 7 de novembro, na prisão de Diyarbakir, como forma de protesto contra o isolamento do líder curdo Abdullah Öcalan.

A deputada curda entrou em coma no 73º dia de greve de fome.

O Parti de Gauche da França divulgou um comunicado, onde denuncia que “Erdogan iniciou uma deriva repressiva sem fim, entende deixá-la morrer”. O Parti de Gauche manifestou o seu apoio à deputada e a milhares de prisioneiros políticos, enviou uma delegação à prisão de Diyarbakir e pediu ao Ministro dos Negócios Estrangeiros que a França que interpele a Turquia, “para que Leyla Güven tenha possibilidade de sobreviver”.

ambém o PCF denunciou o risco de vida em que está Leyla Güven e manifestou a sua solidariedade com ela. Deputadas e deputados de outros países também apelaram à solidariedade.

Neste domingo realizaram-se manifestações e concentrações de solidariedade com Leyla Guven e pelo fim do isolamento Abdullah Öcalan, em diversos países da Europa.

Uma Petição por Leyla Guven recolhe assinaturas na internet, clique aqui para subscrever.

Artigo originalmente publicado pelo Esquerda.net.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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