Dois passos à frente e nenhum passo atrás!

Dois passos à frente e nenhum passo atrás!

A militância do Coletivo Marxista Revolucionário Paulo Romão anuncia sua entrada no Movimento Esquerda Socialista.

Socialismo ou Barbárie!

O Coletivo Marxista Revolucionário Paulo Romão, organização sindical de camaradas que atuam basicamente no Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, SEPE/RJ e na APP/Sindicato, no núcleo de Foz do Iguaçu, ressurgiu enquanto uma corrente política sindical transitória, face ao desligamento político da Construção Socialista corrente política na qual seus militantes foram fundadores.

O CMRPR sempre teve em seu horizonte o compromisso com os objetivos imediatos e históricos dos trabalhadores e trabalhadoras. Sempre buscou a possibilidade de estar imbuído e de ser parte de uma organização internacionalista tendo como principal referência a IV Internacional fundada em 1938 por Leon Trotsky!

Ao longo do último período na militância do SEPE/RJ, estabelecemos uma relação próxima com os militantes do MES (Movimento Esquerda Socialista), organização surgida em 1999 com origens históricas no movimento marxista revolucionário no Brasil e na América Latina.

Esta aproximação na convivência prática, no dia a dia, nas tarefas políticas imediatas do sindicato, não só nos fez aumentar as relações de confiança política, mas também de referência programática junto aos camaradas do MES.

Confiança essa, que nos levou a disputar duas eleições sindicais em parceria (2014 e 2018), que nos levou a elaborar e assinar teses conjuntamente para congressos do SEPE (2017), assim como para o Congresso do PSOL/RJ em 2017, ainda como militantes e dirigentes da CS.

Desde seu ressurgimento, o CMRPR sempre teve a clareza de seu papel transitório, já que, mais do que uma corrente sindical, o período exige que os marxistas revolucionários estejam articulados em torno do método organizativo do centralismo democrático e, fundamentalmente, sob a mesma bandeira, a da IV Internacional.

O processo de unificação política com o MES, mais do que necessidade política/ideológica, é um acerto histórico. Todo debate travado no CMRPR tinha como horizonte iniciar no final de 2018 e concluir nos meados de 2019. Porém, diante do avanço da extrema direita e a eleição de um presidente protofascista na figura de Jair Bolsonaro, concluiu-se no progressivo acúmulo junto ao processo de unificação.

Isto fez com que todo o debate temporal fosse reorientado. Esse é o nosso tempo! Temos de avançar na contribuição de nossas militâncias com todas as nossas energias, nos colocando a serviço e à disposição da organização Movimento Esquerda Socialista numa incorporação dialética norteada por uma potencial intervenção qualitativa na transformação do mundo.

A classe trabalhadora e o povo necessitam de uma reorganização de seus instrumentos de luta para enfrentar o novo período. E o MES-PSOL será agora nossa ferramenta para isso!
Segundo Leon Trotsky, “o fascismo não é simplesmente um sistema de repressão, de atos de força e terror policial. O fascismo é um sistema de Estado particular, baseado na exterminação de todos os elementos de democracia operária na sociedade burguesa”.

Bolsonaro já escolheu os seus adversários! Já no seu discurso de posse na parlatório bradava em alto em bom som para os seus apoiadores: “Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela.” Faltou muito pouco para repetir as ameaças de campanha de “fuzilar os militantes de esquerda” e “mandar os adversários para a ponta da praia”. E, fatidicamente, conclui que o povo começou a se “libertar do socialismo”.

Reflexivamente, como?

Vivemos num país periférico como o Brasil que há 500 anos o povo é vítima do capitalismo predatório, do coronelismo, do patrimonialismo, do racismo, de corrupção, de roubo de assassinatos e da exploração dos de baixo, a nossa palavra de ordem é aquela brandida por Rosa Luxemburgo “Socialismo ou Barbárie!”.

Essa é a tônica do período que se inicia o avanço da extrema direita e de seus tentáculos internacionais. Uma organização exclusivamente sindical e nacional ou regional terá imensas dificuldades de sobrevivência para combater e enfrentar o protofascismo instalado no governo federal, em governos estaduais e nos parlamentos.

Neste sentido, nesta data de 04 de janeiro de 2019, para nós que fomos ativistas do CMRPR é um momento histórico não somente de ingresso, mas de unificação política com a organização revolucionária Movimento Esquerda Socialista!

Viva as lutadoras e lutadores!
Viva o Partido Socialismo e Liberdade!
Viva o Movimento Esquerda Socialista!
Viva a Quarta Internacional!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.