Nota do PSOL sobre a situação política na Venezuela

Nota do PSOL sobre a situação política na Venezuela

O Partido Socialismo e Liberdade tem, como princípios, a soberania dos povos e a não-intervenção.

Executiva Nacional do PSOL 3 fev 2019, 15:11

O Partido Socialismo e Liberdade tem, como princípios, a soberania dos povos e a não-intervenção. Por isso, repudiamos o reconhecimento, por parte do governo Bolsonaro, de um autoproclamado “presidente encarregado” na República Bolivariana da Venezuela.

O deputado Juan Guaidó é parte de uma inaceitável intervenção externa urdida pelo Departamento de Estado dos EUA, com apoio dos governos de direita e extrema-direita da América do Sul, entre eles, o Brasil. A diplomacia brasileira é reconhecida pelos constantes esforços em assegurar a paz através de saídas negociadas para conflitos e crises de natureza política.

Alinhar-se aos interesses dos EUA e à oposição de direita representa, portanto, um grave ataque à soberania do povo venezuelano, que só se justifica pela necessidade de encobrir os graves escândalos envolvendo a família Bolsonaro.

O PSOL defende uma saída pacífica e constitucional para a crise da Venezuela, respeitando a soberania de seu povo e rechaça qualquer interferência estrangeira neste país irmão.

23 de janeiro de 2019


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.