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Fernanda e Glauber Braga cobram Justiça para Marielle Franco no Parlamento do Mercosul

A deputada tomou posse como membro do Parlamento do Mercosul.

Participação de Fernanda Melchionna no Parlasul, ao lado do suplente Deputado Federal Glauber Braga (PSOL)
Participação de Fernanda Melchionna no Parlasul, ao lado do suplente Deputado Federal Glauber Braga (PSOL)

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL/RS) tomou posse como membro titular do Parlamento do Mercosul, em sua primeira sessão ordinária, na segunda-feira (1º de abril) em Montevidéu (Uruguai). A parlamentar, ao lado do Deputado Federal Glauber Braga (suplente), cobraram justiça por conta do assassinato brutal de Marielle Franco, que já completou um ano e ainda segue sem respostas sobre quem mandou matar e a motivação do crime.

“O Parlasul é um espaço importante para fortalecermos a nossa rede internacional de luta por Justiça para Marielle Franco e Anderson Gomes, além de fazer resistência diante do governo autoritário de Bolsonaro”, disse. Fernanda denunciou os recorrentes ataques à democracia e aos direitos humanos perpetrados pelo governo Bolsonaro desde o início do seu mandato. O caso mais recente foi a orientação do governo federal ao Ministério da Defesa para que se comemorasse os 55 anos do golpe militar no Brasil.

A sessão aconteceu no mesmo dia que marca os 55 anos do golpe militar que culminou em uma ditadura responsável por 434 pessoas mortes e desaparecidas, segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade divulgado em 2014. Tradicionalmente, os militares utilizam a data de 31 de março como aniversário do golpe para evitar associações com a data que é popularmente considerada o “dia da mentira” no Brasil.

O Parlasul é um espaço de representação política dos órgãos legislativos dos países do Uruguai, Argentina, Brasil, Paraguai e Venezuela, sendo composto por 37 parlamentares brasileiros, 43 da Argentina, 23 da Venezuela, 18 do Uruguai e 18 do Paraguai.


“Ser membro do Parlasul é importante para compartilhar experiências com cada um dos países-membros, que já viveram ditaduras e golpes de estado e que fizeram justiça de transição, como Uruguai e Argentina, para fortalecer uma agenda de respeito aos direitos humanos e de garantia da nossa recente democracia no Brasil. Não se pode normalizar a posição favorável de um Presidente aos anos de chumbo brasileiro em que se praticou crimes bárbaros contra a humanidades, com execuções sumárias, torturas, assassinatos de pessoas, extermínio de povos indígenas. É nosso papel fazer essa denúncia internacional”, aponta Fernanda Melchionna.

Além dos estímulos à celebração do golpe, o governo tem se esforçado para desestruturar ou dificultar o trabalho dos conselhos de controle social que contam com participação de movimentos sociais (como o do Meio Ambiente e Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura), ataca de forma generalizada pessoas LGBTI, trabalha claramente contra políticas públicas para HIV/aids e saúde das mulheres e silencia sobre federalização das investigações da morte da vereadora Marielle Franco. 


SOBRE O PARLASUL
O Parlasul é o Parlamento do Mercosul, constituído em 2006, sendo, o órgão representativo dos interesses dos cidadãos dos Estados Partes do MERCOSUL: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Com o objetivo de fortalecer os processos de integração, o Parlamento do MERCOSUL atua em diferentes temáticas, segundo a competência de cada uma de suas dez Comissões Permanentes. 

Artigo originalmente publicado no site da deputada.


Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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