Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Liberdade para Assange

Nota do PSOL sobre a prisão do fundador do WikiLeaks.

Nesta manhã, Julian Assange foi preso pela polícia secreta britânica. O fundador do WikiLeaks estava refugiado na embaixada do Equador em Londres há sete anos.

Em 2012, o governo de Rafael Correa corajosamente se posicionou contra a intimidação dos EUA e concedeu asilo a Assange de acordo com o direito internacional e em defesa dos direitos humanos. Desde o ano passado, porém, o país governado por Lenin Moreno cedeu aos interesses imperialistas primeiramente desconectando Assange da Internet e reduzindo suas visitas, e agora entregando-o para o Reino Unido. Correa denunciou essa traição afirmando que “Moreno é corrupto, mas o que ele fez é um crime que a humanidade nunca vai esquecer.”

Assange resistiu à prisão aos gritos “O Reino Unido tem que resistir, vocês podem resistir!” Sua advogada, Jen Robinson, confirmou no Twitter que sua prisão tem relação com um pedido de extradição feito pelos Estados Unidos.

O evento acontece um mês depois da denunciante americana Chelsea Manning ter sido presa por se recusar a testemunhar contra o WikiLeaks. Ela havia tido sua pena comutada pelo ex-presidente Barack Obama, mas voltou a ser atacada neste momento em que os EUA de Donald Trump endurecem os ataques ao WikiLeaks.

O PSOL se posiciona e conclama a esquerda e os democratas a se levantarem pela liberdade de Julian Assange e contra sua extradição aos Estados Unidos. Pela liberdade de imprensa e contra a sociedade do controle absoluto.

Nota originalmente publicada no site do PSOL.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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