Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

A rede Globo manipula uma vez mais

Roberto Robaina comenta a cobertura da Rede Globo das manifestações golpistas de 26/05.

Reprodução
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A manifestação golpista de Bolsonaro fracassou hoje. Mas a ameaça contra as liberdades democráticas continua porque o presidente é o chefe da política golpista, e ele segue no comando.

Além do mais, as instituições e a grande mídia que não endossam a política golpista não são capazes de defender a democracia. Ao contrário, querem apenas uma democracia escassa, dominada pela burguesia, a serviço dos ricos e privilegiados. 

Por isso, a Globo reduziu a zero o real conteúdo das manifestações e vendeu a ideia de que as mesmas eram centralmente a favor da reforma da previdência.

Ou seja, legitimou na prática manifestações golpistas para manter alguma influência sobre tal base social e para seguir empurrando a favor de um plano neoliberal que somente pode ser implementado até o final com autoritarismo e repressão contra o povo.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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