A rede Globo manipula uma vez mais
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A rede Globo manipula uma vez mais

Roberto Robaina comenta a cobertura da Rede Globo das manifestações golpistas de 26/05.

Roberto Robaina 26 maio 2019, 21:47

A manifestação golpista de Bolsonaro fracassou hoje. Mas a ameaça contra as liberdades democráticas continua porque o presidente é o chefe da política golpista, e ele segue no comando.

Além do mais, as instituições e a grande mídia que não endossam a política golpista não são capazes de defender a democracia. Ao contrário, querem apenas uma democracia escassa, dominada pela burguesia, a serviço dos ricos e privilegiados. 

Por isso, a Globo reduziu a zero o real conteúdo das manifestações e vendeu a ideia de que as mesmas eram centralmente a favor da reforma da previdência.

Ou seja, legitimou na prática manifestações golpistas para manter alguma influência sobre tal base social e para seguir empurrando a favor de um plano neoliberal que somente pode ser implementado até o final com autoritarismo e repressão contra o povo.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.