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Bagunça no Inep explicita a incompetência do governo Bolsonaro

Em menos de 6 meses de governo Bolsonaro, o INEP já teve 4 presidentes.

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Em menos de 6 meses de governo Bolsonaro, o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira já teve 4 presidentes.

O mais recente episódio dessa bagunça aconteceu nesta semana, quando o delegado Elmer Vicenzi – a mando do economista Abraham Weintraub – exigiu que o sigilo dos dados dos estudantes fosse quebrado. Obviamente, a Procuradoria do órgão se posicionou contra e fez uma paralisação em protesto. Só restou para Weintraub demitir seu pupilo.

A saída do delegado só joga mais luz sobre a balbúrdia que está o Ministério da Educação, sob o comando de Weintraub. Além de ter uma visão ultraliberal da Educação, ele está perdido no cargo, não tem capacidade de dar um direcionamento para as prioridades da Pasta e, agora, tem de lidar com a reação das ruas.

O novo presidente do órgão responsável por estatísticas, avaliações e provas, como o Enem, foi nomeado nesta sexta-feira, 17. Trata-se do ex-diretor legislativo da Casa Civil, Alexandre Lopes.

Artigo originalmente publicado no site de Sâmia Bomfim.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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