Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Queremos revogar os cortes na educação

Deputada federal Fernanda Melchionna apresenta PEC para impedir cortes como os que ameaçam a produção científica.

A deputada Sâmia Bomfim não está medindo esforços para lutar contra os cortes na educação. Ela é coautora – junto com David Miranda e o Coletivo Juntos – de um projeto da deputada Fernanda Melchionna para proibir alterações no orçamento na área da Educação.

A ideia é protocolar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que inclua o parágrafo 19 no artigo 166 da Constituição Federal e torne obrigatória a execução da programação orçamentária do ano para a área. A iniciativa já tem o apoio de 115 parlamentares. São necessárias 171 assinaturas para a proposta seguir adiante na Câmara dos Deputados.

Além disso, Sâmia lançou um abaixo-assinado para que todos os cidadãos brasileiros demonstrem que não concordam com os cortes na Pasta. Para ter uma ideia do absurdo, as universidades federais já estão com as verbas bloqueadas e a CAPES anunciou o fim das bolsas de pesquisa de várias modalidades.

Só que, desta vez, Bolsonaro e sua trupe vão se dar mal. O levante dos livros já começou e as manifestações a favor das universidades e dos institutos federais estão tomando o país.

É urgente barrar esse retrocesso! Vamos às ruas no dia 15 de maio no grande dia de mobilização em defesa da educação.

Artigo originalmente publicado no site de Sâmia Bomfim.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais - artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista - com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho

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