Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

A disciplina por um projeto independente dos trabalhadores

Artigo abre dossiê destinado à reflexão sobre o lugar do PSOL e dos socialistas no atual período.

O Brasil necessita de desenvolvimento econômico e social. São décadas de baixo crescimento, e agora, de 2014 para cá, de tendência à estagnação permanente e com períodos de depressão. A desigualdade social é uma marca que nunca foi superada. A violência contra a juventude pobre, negra e da periferia é uma constante. As prisões da miséria nos acompanham como sina. 

Nossa premissa é que o desenvolvimento nacional pressupõe romper a lógica crônica da desigualdade social. Até porque o desenvolvimento econômico deveria ser para melhorar a vida do povo. Não é este o caso no capitalismo. E no Brasil, sob controle dos banqueiros, dos megaconglomerados industriais e comerciais nacionais e estrangeiros, e de latifundiários, agora na sua forma moderna de empresas do agronegócio, a desigualdade apenas se agrava. Assim, capitalismo e subdesenvolvimento se alimentam.

Para que tal controle deixe de ser exercido o país precisa de uma profunda transformação social, uma ruptura política radical com tudo o que foi experimentado até aqui, a emergência de novas formas de organização social e política onde a sociedade possa ser protagonista, mais concretamente sua esmagadora maioria trabalhadora, explorada e oprimida.

Para que tal processo novo surja e se desenvolva será necessário tempo. Embora a situação do povo seja terrível, não há outra saída que não passe por uma longa marcha, em que as lideranças novas se desenvolvam, tirem conclusões das experiências passadas e formulem um programa, planos e se temperem no calor das batalhas. 

É este tempo que o bolsonarismo não quer dar ao país, tratando de matar na raiz tal possibilidade de renovação. Ao mesmo tempo este mesmo bolsonarismo deixa claro que não faltarão batalhas. Não é à toa que o primeiro grande palco foram as universidades. É a juventude a vanguarda de uma nova utopia concreta. E os milhares de ativistas novos já surgiram na batalha do 15 e do 30 de maio. Foram apenas as primeiras.

Este artigo faz parte da edição n. 13 da Revista Movimento. Para ler o texto completo, compre a revista aqui!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista