Bolsonaro libera mais veneno no mercado brasileiro
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Bolsonaro libera mais veneno no mercado brasileiro

Em apenas seis meses de governo, 290 substâncias foram permitidas para uso.

Equipe Sâmia Bomfim 31 jul 2019, 15:16

As políticas ambiental e agrícola do governo Bolsonaro são desastrosas, cruéis e constrangedoras. A barbaridade mais recente desse desgoverno foi a liberação de mais 51 tipos de agrotóxicos no mercado brasileiro.

É importante ressaltar que Bolsonaro está liberando pesticidas em tempo recorde. Um estudo feito pelo Greenpeace mostra que 290 substâncias foram permitidas para uso desde o começo do governo, portanto, 6 meses. É mais do que um veneno por dia! Ainda de acordo com o levantamento: no primeiro semestre de 2018, foram liberados 229 produtos; já no primeiro semestre de 2017 foram 195 produtos. O volume, que já era alto, deveria diminuir, não o contrário.

Para se ter uma ideia da gravidade, pelo menos 32% dos pesticidas liberados por Bolsonaro são proibidos em toda a União Europeia. Afinal de contas, isso tem um impacto no meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas. Só para ficar em um exemplo: o veneno sulfoxaflor, liberado pelo presidente, foi responsável por exterminar mais de meio bilhão de abelhas, num teste realizado em quatro estados brasileiros, entre os meses de janeiro e março.

Mas Bolsonaro não está nem aí para dados. A outra irresponsabilidade mais recente do presidente, para dizer o mínimo, foi exigir que os dados sobre o desmatamento no Brasil passem primeiro por ele, antes de serem divulgados, desrespeitando todo o trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Bolsonaro não conhece o Brasil e não faz questão de se debruçar sobre os reais problemas da sociedade a fim de dialogar e buscar saídas. Sua motivação é servir ao mercado financeiro, atuando como um fantoche das grandes corporações.

Artigo originalmente publicado no site da deputada Sâmia Bomfim.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.