Ruim para os trabalhadores, bom para os bancos: aprovada a reforma da previdência
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Ruim para os trabalhadores, bom para os bancos: aprovada a reforma da previdência

Os brasileiros mais pobres terão que contribuir mais e receberão menos, os privilégios seguem mantidos.

Equipe Sâmia Bomfim 14 ago 2019, 13:45

Encerrada a votação dos destaques da reforma da previdência. O texto vai ao Senado. Os trabalhadores saem perdendo. Os brasileiros mais pobres terão que contribuir mais e receberão menos. Os privilégios seguem mantidos. Muito em breve, o povo vai sentir o ataque, infelizmente.

Saem ganhando os bancos, que ampliarão as vendas de planos de previdência privada. Junto aos grandes empresários, patrocinaram uma campanha farsesca para convencer o povo de que supostos sacrifícios deveriam ser feitos em prol do país. O Brasil espera que esses mesmos magnatas agora, diante de uma reforma tributária que começa a tramitar, façam eles os sacrifícios de maneira patriótica. Que se taxem os lucros, dividendos e fortunas e se alivie os impostos dos pobres e da classe média.

Ficará registrado na história que a votação da reforma da previdência na Câmara foi feita através da compra de votos através de uma montanha de dinheiro em emendas parlamentares. Nossa convicção não se vende e essa vergonha nós não carregaremos. Não nos vendemos!

Mesmo com muita dificuldade, a oposição conseguiu impedir ataques ainda mais duros aos trabalhadores rurais e aos miseráveis. Conseguimos impedir a capitalização que acabaria com a previdência social. Ainda assim, a reforma da previdência aprovada é péssima.

Que as ruas se agitem, que o povo se mobilize. Essa é a única forma de resistir a esse governo com manias autoritárias que coloca o Brasil nos trilhos do atraso.

Contem conosco, seguiremos lutando em defesa do povo brasileiro, da democracia e da justiça social.

Artigo originalmente publicado no site da deputada Sâmia Bomfim.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.