Revista Movimento Movimento Movimento: crítica, teoria e ação

Ruim para os trabalhadores, bom para os bancos: aprovada a reforma da previdência

Os brasileiros mais pobres terão que contribuir mais e receberão menos, os privilégios seguem mantidos.

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Encerrada a votação dos destaques da reforma da previdência. O texto vai ao Senado. Os trabalhadores saem perdendo. Os brasileiros mais pobres terão que contribuir mais e receberão menos. Os privilégios seguem mantidos. Muito em breve, o povo vai sentir o ataque, infelizmente.

Saem ganhando os bancos, que ampliarão as vendas de planos de previdência privada. Junto aos grandes empresários, patrocinaram uma campanha farsesca para convencer o povo de que supostos sacrifícios deveriam ser feitos em prol do país. O Brasil espera que esses mesmos magnatas agora, diante de uma reforma tributária que começa a tramitar, façam eles os sacrifícios de maneira patriótica. Que se taxem os lucros, dividendos e fortunas e se alivie os impostos dos pobres e da classe média.

Ficará registrado na história que a votação da reforma da previdência na Câmara foi feita através da compra de votos através de uma montanha de dinheiro em emendas parlamentares. Nossa convicção não se vende e essa vergonha nós não carregaremos. Não nos vendemos!

Mesmo com muita dificuldade, a oposição conseguiu impedir ataques ainda mais duros aos trabalhadores rurais e aos miseráveis. Conseguimos impedir a capitalização que acabaria com a previdência social. Ainda assim, a reforma da previdência aprovada é péssima.

Que as ruas se agitem, que o povo se mobilize. Essa é a única forma de resistir a esse governo com manias autoritárias que coloca o Brasil nos trilhos do atraso.

Contem conosco, seguiremos lutando em defesa do povo brasileiro, da democracia e da justiça social.

Artigo originalmente publicado no site da deputada Sâmia Bomfim.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A décima terceira edição da Revista Movimento dedica-se ao debate sobre os desafios da esquerda socialista no Brasil diante da crise nacional que se desenrola há anos e do governo Bolsonaro. Para tanto, foram convidados dirigentes do PSOL, do MES e de outras organizações revolucionárias que atuam no partido. O dossiê sobre a estratégia da esquerda e o PSOL reflete os desafios da organização de um polo socialista no interior do partido. Há também, na seção nacional, reflexões sobre a crise econômica brasileira, as revelações de The Intercept e as lutas da juventude e da negritude. As efemérides do centenário da escola Bauhaus e do cinquentenário do levante de Stonewall também aparecem no volume, além da tese das mulheres do MES para o Encontro de Mulheres do PSOL.

Ilustração da capa da Revista Movimento

MES: Movimento Esquerda Socialista MES: Movimento Esquerda Socialista