Conheça 5 serviços essenciais que podem ser afetados pelo fechamento do IMESF

Conheça 5 serviços essenciais que podem ser afetados pelo fechamento do IMESF

A pressa do prefeito Marchezan em substituir o Imesf por empresas terceirizadas faz parte da mesma lógica neoliberal.

Equipe Fernanda Melchionna 25 set 2019, 14:46

O governo de Marchezan sequer esperou ser notificado da decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou inconstitucional o Instituto Municipal de Estratégia em Saúde da Família (IMESF), e já saiu anunciando a demissão de mais de 1800 trabalhadores que atendem a atenção primária em Porto Alegre. O fim do Imesf que pode resultar na paralisia da saúde pública da capital.

A pressa do prefeito Marchezan em substituir o Imesf por empresas terceirizadas faz parte da mesma lógica neoliberal, privatizadora e de enfraquecimento do SUS, que vem sendo propagada pelo governo Bolsonaro. Além disso, desconsidera o trabalho fundamental exercido pelos agentes de saúde junto às famílias dos bairros de Porto Alegre.

Conheça 5 serviços essenciais que podem ser afetados imediatamente:

1 – Combate ao mosquito da dengue e endemias
Os agentes comunitários de saúde são responsáveis pela vistoria das residências, colocação de armadilhas e mapeamento dos focos de mosquito da dengue e outras zoonoses. Ferramentas de monitoramento dos focos de mosquito podem ser paralisadas. Mesmo com o trabalho diários dos agentes de saúde, Porto Alegre contabilizou 440 casos de dengue no primeiro semestre do ano. Sem o trabalho de vistoria, o número será muito maior.

2 – Pré-Natal e acompanhamento de gestantes
As equipes de saúde da família, compostas por enfermeiros, auxiliares e médicos são responsáveis pelo acompanhamento de gestantes e por todo pré-natal, garantindo que bebês nasçam saudáveis e as mães não corram riscos. Sem enfermeiros, mães e crianças ficam expostas e sem assistência.

3 – Trocas de curativos e assistência doméstica
Muitas pessoas estão em condições de saúde tão debilitadas que sequer tem condições de sair de suas residências para ir ao posto de saúde. É aí que entra o trabalho fundamental de agentes de saúde, indo até a casa das pessoas para limpeza de ferimentos, troca de curativos e administração de medicamentos, possibilitando um atendimento humanizado e garantindo um mínimo de conforto a quem já padece de doenças.

4 – Saúde bucal e problemas de visão
Entre os profissionais que integram o IMESF também estão dentistas e oftalmologistas, responsáveis por garantir saúde bucal e resolver pequenas complicações de visão. Os profissionais, que já estão sobrecarregados, garantem o atendimento emergencial em postos de saúde que agora correm o risco de serem cancelados.

5 – Emergências hospitalares
O fechamento repentino do IMESF provocará um efeito-cascata na saúde pública da capital. O serviço que hoje é realizado nos postos de saúde será interrompido e as pessoas irão recorrer às UPAs e emergências hospitalares, que já estão constantemente superlotadas.

Estamos na luta por nenhum trabalhador a menos e contra a demissão dos trabalhadores! Apoiamos a iniciativa do vereador Roberto Robaina para que o Imesf seja transformado em empresa pública. A saúde de Porto Alegre não vai se entregar tão fácil ao projeto que Marchezan que quer privatizá-la a todo custo!

Artigo originalmente publicado no site da deputada federal Fernanda Melchionna.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.