Contra a privatização do Serpro e da Dataprev
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Contra a privatização do Serpro e da Dataprev

O governo de Bolsonaro quer vender o maior serviço de processamento de dados da América Latina, e a empresa de tecnologia e informações da Previdência Social.

Equipe Luciana Genro 13 set 2019, 12:26

A soberania tecnológica do Brasil está ameaçada. O governo de Bolsonaro quer vender o Serpro, o maior serviço de processamento de dados da América Latina, e a Dataprev, a empresa de tecnologia e informações da Previdência Social, responsáveis pela informatização de serviços como emissão de CPF, passaportes, Imposto de Renda e pagamento do benefício das aposentadorias, entre outros serviços.

Já vimos os golpes e fraudes que acontecem quando os dados dos pensionistas do INSS, por exemplo, caem nas mãos de pessoas interessadas no dinheiro e nos dados antes mesmos dos aposentados terem a confirmação da aposentadoria. 

Além do encarecimento da tecnologia, temos que nos perguntar quais garantias seriam negociadas com as empresas privadas em troca dos dados das empresas e dos cidadãos brasileiros.

Nesta segunda (09/09), a deputada estadual Luciana Genro, a deputada federal Fernanda Melchionna e o vereador de Porto Alegre Roberto Robaina, os três do PSOL (foto ao lado), estiveram no ato do Sindppd/RS Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do RS, presidido pela nossa companheira Vera Guasso, em defesa do Serpro e da Dataprev em Porto Alegre, dizendo não à privatização!

Não vamos recuar na luta em defesa da soberania tecnológica do Brasil!

Artigo originalmente publicado no site da deputada Luciana Genro.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.