A crise da saúde tem um nome: Marchezan
Servidores do IMESF fazem manifestação na Câmara Municipal de Vereadores.

A crise da saúde tem um nome: Marchezan

Servidores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) se mobilizam em Porto Alegre.

Roberto Robaina 17 out 2019, 14:21

Sem encontrar portas abertas para o diálogo na prefeitura, os servidores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) retornaram à Câmara Municipal nesta quarta-feira (9) para buscar apoio dos vereadores à indicação que fiz ao Executivo de tornar o instituto uma empresa pública, preservando o emprego de mais de 1,8 mil pessoas.

Além do meu apoio desde sempre a essa luta, os trabalhadores encontraram também suporte na presidente da Câmara, Mônica Leal, que deve levar às lideranças da Casa as reivindicações do SindiSaúde.

Tudo isso ocorre já em um ambiente de greve, atitude motivada pelo total desrespeito do prefeito Marchezan com os trabalhadores que estão à frente do atendimento da população em quase 80 postos de saúde, em regiões onde as carências de serviços são brutais.

O mais revoltante é que, ao mesmo tempo em que os trabalhadores clamam por um encontro direto com o prefeito, ele lança uma nota em que joga as responsabilidades do fechamento do Imesf na decisão do STF – como se não houvesse caminhos para resolver a questão sem que se tenha de privatizar a saúde – e ainda ataca os sindicatos e trabalhadores.

A decisão do STF foi comemorada por Marchezan, porque agiliza o projeto do prefeito de entregar a saúde de Porto Alegre à iniciativa privada, sob o pretexto de uma obediência judicial. Há caminhos para o Imesf, mas o prefeito não está interessado nesta discussão. Como é praxe em seu governo, ataca os funcionários públicos e evita dialogar com a diversidade de ideias. Se está posta uma crise na saúde da Capital, ele é o responsável.

Artigo originalmente publicado no site do autor.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.