Sobre a moção de louvor do vereador Brizola Neto a Kim Jong Un
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Sobre a moção de louvor do vereador Brizola Neto a Kim Jong Un

Repudiamos a homenagem a Kim Jong Un proposta por Brizola Neto na Câmara do Rio.

O Movimento Esquerda Socialista (MES, tendência interna do PSOL) repudia veementemente a moção de louvor ao líder norte-coreano Kim Jong Un, proposta na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo mandato de Brizola Neto (PSOL/RJ). Nosso partido foi fundado e está comprometido programaticamente com os ideais do socialismo e da liberdade e não apoia nenhum regime político que usurpa o poder popular em prol de uma casta burocratizada. A reflexão e a crítica sobre a restauração capitalista nos países socialistas burocratizados são parte importante dos nossos princípios ideológicos, assim como a defesa da democracia direta dirigida pelos trabalhadores.

A Coreia do Norte é um país que viola sistematicamente os direitos humanos e possui um governo autoritário que usurpa a autonomia política de sua população, perseguindo violentamente inclusive pequenas dissidências. Nossa tradição de luta contra o capitalismo é também uma tradição de luta em defesa da autonomia da classe trabalhadora e de seus próprios meios de organização e, nesse sentido, recusamos o apoio à dinastia política dos Kim, cujo terceiro representante hoje ocupa o cargo de dirigente do país e continua deturpando as reais posições democráticas dos socialistas.

Estamos junto às lutas dos povos que tomam as ruas em todo o mundo, do Chile até Hong Kong, sempre em defesa da democracia dos trabalhadores, do socialismo e da liberdade.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Publicamos a décima sétima edição da Revista Movimento ainda sob o impacto da pandemia da Covid-19. Em todo o mundo, as contradições acumulam-se. Este volume está dedicado à análise de várias dimensões desta verdadeira crise global e de seus desdobramentos. Com destaque, tratamos da mobilização antirracista nos Estados Unidos e no mundo, iniciada após o assassinato de George Floyd, e da situação brasileira, discutindo a crise do governo Bolsonaro e as recentes manifestações dos trabalhadores por aplicativos.