Sobre a moção de louvor do vereador Brizola Neto a Kim Jong Un
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Sobre a moção de louvor do vereador Brizola Neto a Kim Jong Un

Repudiamos a homenagem a Kim Jong Un proposta por Brizola Neto na Câmara do Rio.

O Movimento Esquerda Socialista (MES, tendência interna do PSOL) repudia veementemente a moção de louvor ao líder norte-coreano Kim Jong Un, proposta na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo mandato de Brizola Neto (PSOL/RJ). Nosso partido foi fundado e está comprometido programaticamente com os ideais do socialismo e da liberdade e não apoia nenhum regime político que usurpa o poder popular em prol de uma casta burocratizada. A reflexão e a crítica sobre a restauração capitalista nos países socialistas burocratizados são parte importante dos nossos princípios ideológicos, assim como a defesa da democracia direta dirigida pelos trabalhadores.

A Coreia do Norte é um país que viola sistematicamente os direitos humanos e possui um governo autoritário que usurpa a autonomia política de sua população, perseguindo violentamente inclusive pequenas dissidências. Nossa tradição de luta contra o capitalismo é também uma tradição de luta em defesa da autonomia da classe trabalhadora e de seus próprios meios de organização e, nesse sentido, recusamos o apoio à dinastia política dos Kim, cujo terceiro representante hoje ocupa o cargo de dirigente do país e continua deturpando as reais posições democráticas dos socialistas.

Estamos junto às lutas dos povos que tomam as ruas em todo o mundo, do Chile até Hong Kong, sempre em defesa da democracia dos trabalhadores, do socialismo e da liberdade.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
O MES completa 20 anos. A edição n. 14-15 da Revista Movimento é dedicada por completo ao importante evento que marca duas décadas de nossa história. Apesar de jovens, podemos dizer que poucas organizações na história política da esquerda brasileira alcançaram essa marca com tamanho vigor. Longe de autoproclamação, desejamos transformar nossos êxitos em força social e militante para novos e amplos impulsos. Ainda não cumprimos uma maratona, mas nossa história sem dúvida deixou para trás a visão de curto prazo, que alguns adversários nos chegaram a prognosticar. Diante das muitas provas, vitórias e algumas derrotas, podemos celebrar e somar forças para enfrentar as tarefas imediatas: derrotar a tentação autoritária de Bolsonaro e avançar na construção de uma alternativa socialista.