Marchezan, o esculhambador de Porto Alegre
Divulgação/PSDB

Marchezan, o esculhambador de Porto Alegre

O prefeito de Porto Alegre protocolou na Câmara de Vereadores um pacote que é um ataque descarado aos trabalhadores.

Roberto Robaina 28 jan 2020, 10:21

Marchezan protocolou na Câmara dos Vereadores hoje, segunda-feira, um pacote contra a população. A primeira coisa incrivel é que o novo presidente da Câmara, Reginaldo Pujol, mostrou estar a serviço do prefeito e assinou a realização de sessoes extraordinárias, nesta quinta e sexta, para vota-lo. Um atropelo para apreciar projetos sem cabimento.

Agora só escrevo o que tem de essencial: trata-se de um ataque descarado aos trabalhadores. Entre as medidas está a cobrança de pedágio: 4,70 para veículos que entram em Porto Alegre. Pedreiros, operários, trabalhadores seriam taxados. Pedágio contra o povo. Absurdo. Isso não vai passar. Outro ataque: cobrar os trabalhadores dos aplicativos. Eis a outra bagunça planejada. E o que Marchezan tenta desde o final do ano: liquidar a categoria dos cobradores. Eis o projeto Robin Hood às avessas: tentar tirar de partes do povo para ajudar os empresários dos transportes de ônibus. A cara de pau não tem igual. Nada de tocar nas taxas de lucros destes empresários que há décadas dominam o serviço de transporte em Porto Alegre. Durante muitos anos dominavam também a Câmara dos Vereadores. Agora, embora o presidente da Câmara, o vereador Pujol, do DEM, seja amigo deles, nós estamos firmes para denunciar essa tramóia.

De quarta até sexta, podem ter certeza, terá muita confusão em Porto Alegre. Toda ela provocada por este prefeito antipopular. Os trabalhadores rodoviários e os motoristas de aplicativos estarão na linha de frente da mobilização na semana que começa.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.