Coronavírus, crise e capitalismo em colapso: a saúde e a educação públicas podem salvar o Brasil!

Coronavírus, crise e capitalismo em colapso: a saúde e a educação públicas podem salvar o Brasil!

Com a chegada do coronavírus no Brasil e a propagação do vírus em diversos estados, se faz necessário apontarmos uma saída imediata.

Juntos! 13 mar 2020, 15:10

Estamos diante de uma grave situação no país. Com a chegada do coronavírus no Brasil e a propagação do vírus em diversos estados, se faz necessário apontarmos uma saída imediata. Os casos que se multiplicam, deram um salto nos últimos dias. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, já há transmissão comunitária da doença. Em um país extremamente desigual, onde em boa parte de nossas periferias falta até mesmo saneamento básico, a saúde pública tem sido desmontada com cortes sistemáticos nos investimentos, assim como as pesquisa com os ataques às universidades. 

Diante disso, o governo brasileiro de Jair Bolsonaro ainda está paralisado. O presidente não apenas subestima a chegada do coronavírus no Brasil, como defende aprofundar o mesmo projeto que nos trouxe até aqui. Com seu Ministro da Economia, defende uma reforma administrativa que procura atacar ainda mais o os serviços públicos e os direitos dos trabalhadores.
Frente a grande preocupação que se propaga entre nosso povo, temos que reagir como juventude, contribuir com solidariedade para resolver o problema. Apoiando enquanto estudantes a organização da comunidade científica para propor e construir meios para enfrentar a crise. Temos que exigir dos governantes, mas também ajudar a construir uma resposta fazendo que a comunidade acadêmica tomem em suas mãos o protagonismo para enfrentar o problema. Precisamos ter medidas drásticas para colocar em primeiro lugar a vida das pessoas, apontando saídas imediatas e também estratégicas. 

 Se tem que revogar as atividades com grande circulação de pessoas, incluindo as aulas nas escolas e universidades;
 Revogação da PEC do Teto de Gastos que limita o investimento em saúde e educação, que cortou milhões dos serviços públicos desde o governo Temer; 
 Verbas emergenciais para o SUS e para asaúde pública, gratuita e universal, que os hospitais privados abram suas portas para o tratamento da população com suspeita de coronavírus; 
 Em defesa da ciência, da pesquisa e das universidades brasileiras, que destinem todo seu trabalho a serviço do combate ao vírus e convoquem voluntários para atuar junto a população, que ajudem a informar a população quais medidas se deve tomar;
 Em defesa dos trabalhadores da saúde, por condições dignas de trabalho;
 Pela taxação das grandes fortunas para financiar a saúde e a educação pública, que essa crise paguem os bilionários!

É obrigação dos governos garantir verbas e condições para que as pessoas sejam devidamente atendidas. Essa pandemia não vem sozinha. É consequência da grave crise capitalista. Está vinculada a uma crise econômica que gera miséria e sofrimento imediatos para o povo. Então, temos que totos e todas propor medidas imediatas ao mesmo tempo que refletimos sobre o porquê isso vem acontecendo. Temos que debater outro modelo de sociedade que não coloque o lucro acima da vida das pessoas. Não podemos mais depender da instabilidade da bolsa de valores para ter a garantia de emprego e direitos. Mais do que nunca, estamos diante do socialismo ou barbárie!


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.