Em defesa da saúde da população e da militância social
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Em defesa da saúde da população e da militância social

Declaração do MES/PSOL sobre a pandemia de coronavírus

Secretariado Nacional do MES 13 mar 2020, 11:59

O PSOL precisa agir concretamente perante a gravidade da pandemia do novo coronavírus, apoiando a contenção da doença, colaborando na divulgação de informações oriundas das autoridades sanitárias e formulando um plano de urgência para combater a pandemia e seus efeitos entre a população. 

O início da situação de transmissão comunitária no país representa grande perigo, principalmente para os idosos. O governo Bolsonaro procurou relativizar o perigo iminente através de uma postura anticientífica mas foi obrigado a reconhecer a gravidade da situação em pronunciamento realizado ontem, no qual desmobilizou sua base política para as manifestações previstas para o próximo domingo.

Nós do MES explicitamos nossa posição sobre a crise sanitária: infelizmente, é necessário desmobilizar tanto as manifestações convocadas para o mês de março quanto as plenárias congressuais que o PSOL realizará neste mês. O PSOL deve seguir estritamente todas as recomendações divulgadas pela Sociedade Brasileira de Infectologia e pelos trabalhadores da saúde para garantir condições seguras de militância para todas e todos, principalmente aos camaradas idosos que serão expostos a grandes riscos caso participem de aglomerações. 

A medida tomada pelo Instituto Marielle Franco, cancelando as atividades do próximo dia 14 de março, é um exemplo de responsabilidade. Está cientificamente comprovado que o isolamento é a melhor forma de contenção da pandemia, com a reprodução do vírus se reduzindo drasticamente com as quarentenas. Nenhum interesse político particular pode se sobrepor aos riscos de saúde pública enfrentados agora no país. 

Esta medida drástica perante as plenárias congressuais é importante também para garantir a democracia interna do PSOL, tendo em vista que já existem militantes e filiados do partido em quarentena e a situação sanitária tende a se agravar mesmo nos estados onde o novo coronavírus ainda não é uma ameaça reconhecida. 

Neste momento de necessária luta em defesa da ciência e da educação, o PSOL deve ser coerente com as orientações da comunidade científica e assumir o protagonismo na defesa dos especialistas neste combate à pandemia. Para financiar o combate à pandemia é essencial utilizar os fundos públicos disponíveis e tomar medidas de impacto, como a suspensão da Emenda Constitucional 95, que trata do teto de gastos públicos, para garantir que os institutos de pesquisa públicos e o SUS tenham toda a estrutura adequada para fazer frente à situação.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
Na 16ª edição, estão disponíveis dois dossiês. No primeiro, sobre o ecossocialismo, podem-se se encontrar as recentes teses de Michael Löwy, além de uma entrevista com o sociólogo e dirigente da IV Internacional. Também publicamos uma entrevista com Zé Rainha, dirigente da FNL, sobre sua trajetória de luta e os desafios dos socialistas no Brasil; uma entrevista com Antônia Cariongo, dirigente quilombola e do PSOL-MA; e artigos de Luiz Fernando Santos, sobre a lógica marxista e a Amazônia, e de Marcela Durante, do Setorial Ecossocialista do PSOL. O segundo dossiê traz algumas análises iniciais sobre a pandemia de coronavírus. Há artigos de Mike Davis e Daniel Tanuro; documentos do MES e do Bureau da IV Internacional; além de uma densa análise de nossas companheiras Evelin Minowa, Joyce Martins, Luana Alves, Natália Peccin Gonçalves, Natalia Pennachioni e Vanessa Couto e de um artigo do camarada Bruno Magalhães. A seção de depoimentos traz um instigante artigo de Pedro Fuentes sobre a história de seu irmão Luis Pujals, o primeiro desaparecido político da história da Argentina. Já a seção internacional traz uma análise do sociólogo William I. Robinson sobre a situação latino-americana.