PSOL de Porto Alegre referenda nome de Fernanda Melchionna para a prefeitura
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PSOL de Porto Alegre referenda nome de Fernanda Melchionna para a prefeitura

Deputada se tornou pré-candidata à prefeitura da capital gaúcha.

Equipe Fernanda Melchionna 9 mar 2020, 16:01

O PSOL de Porto Alegre realizou uma plenária neste sábado em que referendou o nome da deputada federal Fernanda Melchionna como pré-candidata à prefeitura da cidade.

Fernanda agradeceu o apoio da militância e reforçou a necessidade de se construir um programa junto aos movimentos sociais para “devolver a cidade ao povo”. “Encaro com muito orgulho este desafio. Vamos percorrer a cidade, dialogar com o nosso povo e fortalecer uma alternativa de luta contra Marchezan e o bolsonarismo”, disse a deputada.

Fernanda também comentou a expectativa de unidade nas redes sociais:

“Desde maio de 2019, o PSOL defendeu a unidade entre os diferentes campos da esquerda. Sabendo que estamos sendo governados pela extrema-direita, e por isso apontamos, pela primeira vez, desde que existimos como partido, a necessidade de confluir campos diferentes. Mas unidade não é adesismo e sim a confluência entre esquerdas distintas: uma que governou por 13 anos e outra que fez oposição de esquerda a esses governos – essa última da qual faço parte.

Para tanto, propomos um processo de prévias em maio de 2019, um método democrático para discutir programa e chapa, que não fosse restrito aos partidos, mas aberto a tod@s que fazem oposição a Bolsonaro, Leite e Marchezan. Os partidos da frente popular não responderam. Propusemos ainda a confluência dos campos com propostas de oito fórmulas possíveis. Não responderam novamente, e nos gestos já votaram seu candidato a Prefeito e PT discute já agora o seu vice. Eles mantém a mesma fórmula de 2018, invertendo os partidos: agora PCdoB na cabeça de chapa e PT de vice. Ou seja, eles querem a chapa e seu programa e, contraditoriamente, falam em unidade exigindo adesismo.

Unidade para nós é necessidade, mas supõe a soma de diferentes. Não é política de prato feito. Aliás, diferenças não nos faltam, enquanto os governos do PT e PCdoB estão fazendo reforma da previdência em seus estados, o PSOL está na luta contra a agenda de ajuste. De qualquer forma, não temos dúvida de que nessa eleição as pessoas estão atrás de novas alternativas. Enfrentar e resistir à extrema-direita também supõe construir uma esquerda antissistema com capacidade de mobilizar e construir um caminho alternativo.

E a proposta de prévias segue na mesa. Quem sabe depois das últimas eleições um setor da esquerda perceba que os mesmos métodos levam aos mesmos resultados? Nós do PSOL acreditamos na democracia e seremos os primeiros a construir um processo realmente democrático de baixo para cima para escolher o programa e a melhor chapa para POA”.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.