Bancada do PSOL reforça pedido para Câmara adiar votação da MP da grilagem

Bancada do PSOL reforça pedido para Câmara adiar votação da MP da grilagem

Para Sâmia Bomfim, governo Bolsonaro quer aproveitar pandemia para atacar o meio ambiente.

Equipe Sâmia Bomfim 14 maio 2020, 17:36

A deputada Sâmia Bomfim e a bancada do PSOL são contra a votação da Medida Provisória 910, conhecida como MP da grilagem, na Câmara dos Deputados.

Por isso, os parlamentares assinaram o pedido de não inclusão da pauta, organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista. Além de Sâmia e dos deputados do PSOL, o documento reuniu assinaturas de ex-ministros e representantes de organizações da sociedade civil. A carta será enviada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

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“A trupe de Bolsonaro quer aproveitar esse momento de pandemia para atacar ainda mais o meio ambiente e a população indígena. Essa medida é absurda porque regulariza a grilagem, ou seja, transforma os invasores de terras indígenas em proprietários legais”, diz Sâmia.

De acordo com a carta, não há condições de votar a medida neste momento, com essa pressa, porque “sem garantia de um debate aberto à sociedade, com participação das principais entidades que atuam no tema, não conseguiremos produzir uma lei que tenha a devida legitimidade”.

Artigo originalmente publicado no site da deputada.

Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.