Vacina para todos! A luta imediata e urgente
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Vacina para todos! A luta imediata e urgente

É preciso organizar já a infraestrutura da vacina e garantir que todos sejam protegidos.

Roberto Robaina 8 dez 2020, 17:19

Conversava em casa sobre o fato de que as férias seriam substituídas por caravanas a São Paulo para levar os idosos. O motivo? O governo de São Paulo anunciou plano estadual de vacinação da CoronaVac nesta segunda. Vacina desenvolvida por laboratório chinês em parceria com o Butantan está na terceira fase de teste. E anunciaram que seria liberado para quem lá estivesse. É claro que não será assim.

Mas a conversa das caravanas em direção a São Paulo responde a uma lógica necessária e inevitável: teremos um movimento pela vacinação de todos o quanto antes. Agora, o tema é a revolta pela vacina, não contra, como gostaria que existisse o idiota do presidente Bolsonaro. Minha amiga Ana Miragem, presidente do Sindicato dos Bancários entre 1990 e 1993, quando fui da diretoria com ela, enviou-me uma mensagem no mesmo sentido: é preciso uma campanha exigindo atitudes dos governos e vacina para todos.

O governo de São Paulo pediu que a vacina tenha sua eficácia atestada pela Anvisa. Mas sabemos que Bolsonaro é um negacionista. Nega a ciência, a cultura e é capaz de negar até a vacina. E não se cansa de manipular as instituições e colocá-las a serviço de suas posições fascistas e irracionais. Em São Paulo, o governo Doria prevê início da campanha em janeiro, com profissionais de saúde e pessoas acima dos 50 anos. A questão é que a vacina deve ser para todo o país e todo o povo. É preciso exigir providências de todos os governos e prefeitos.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, correntemente está demandando ao STF o direito dos Estados de terem autorização direta de órgãos de vigilância dos EUA ou de países europeus, caso a Anvisa se sujeite ao Bolsonarismo, por natureza irracional e manipulador.

Enfim, é preciso uma luta imediata: organizar já a infraestrutura da vacina. Garantir que todos sejam protegidos. Já começou na Inglaterra. Logo, teremos em São Paulo. Luta que começa!

Artigo originalmente publicado no Facebook do autor.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.