Ação do PSOL proíbe distribuição do “kit covid” em Porto Alegre
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Ação do PSOL proíbe distribuição do “kit covid” em Porto Alegre

Atendendo a pedido do PSOL, Justiça proibi prefeito de Porto Alegre de distribuir “kit covid” com cloroquina e outros medicamentos sem efeito comprovado contra Covid-19.

Patrick Veiga 12 fev 2021, 14:38

O novo prefeito da cidade de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), amargou a sua primeira derrota na justiça por sua política negacionista no trato da pandemia. 

Melo vem desenvolvendo uma política muito semelhante à de Bolsonaro. Depois de declarar que a pandemia já está no finalzinho, decretou um conjunto de medidas que flexibilizaram as medidas de controle da aglomeração em bares, restaurantes, mercados e cultos religiosos. 

Logo em seguida, Sebastião Melo declarou que seu governo utilizaria o tratamento precoce para a covid-19 com medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente. O prefeito e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) solicitaram ao governo federal 25 mil doses de hidroxicloroquina. Além disso, o pacote covid-19 ainda contaria com outros três compostos: azitromicina, ivermectina e vitamina A + D.

O vereador Roberto Robaina, junto com a Deputada Estadual Luciana Genro, Deputada Federal Fernanda Melchionna e a bancada do PSOL na Câmara de Vereadores de Porto Alegre entrou com uma ação na Justiça para proibir a distribuição dos medicamentos para tratamento precoce da covid-19 e cobrou um plano real de vacinação. 

O resultado da ação representou uma derrota do bolsonarismo de Sebastião Melo na saúde e uma vitória para a ciência. A justiça proibiu a distribuição das medicações até que se tenha comprovação científica de sua eficácia no trato da pandemia.

Seguiremos na luta em defesa da ciência e da saúde pública; contra o bolsonarismo de Sebastião Melo e por um plano de vacinação.

Artigo originalmente publicado no site do Juntos!.


Parlamentares do Movimento Esquerda Socialista (PSOL)

Capa da última edição da Revista Movimento
“Enquanto os efeitos sanitários e econômicos da Covid-19 seguem fazendo-se sentir, escancarando a crise global do capitalismo, as lutas na América Latina começam a apresentar importantes conquistas no enfrentamento da extrema-direita continental. Na Bolívia, após meses de enfrentamentos e mobilização popular, a contundente vitória da chapa do MAS pôs fim ao governo ilegítimo e reacionário de Jeanine Áñez. No Chile, após as multitudinárias manifestações de 2019, o plebiscito levou a uma vitória esmagadora em favor de uma nova constituição elaborada por assembleia exclusiva. Na campanha eleitoral estadunidense em curso, está em jogo a possibilidade de derrotar o trumpismo, que anima movimentos neofascistas e racistas naquele país e em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as eleições municipais brasileiras abrem a possibilidade de construir uma alternativa nas cidades que contribua para isolar e derrotar o bolsonarismo. A décima oitava edição da Revista Movimento debruça-se sobre esses processos de mobilização nas ruas e de enfrentamento eleitoral em curso”.